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TECNOLOGIA
Feras do ringue Alunos da PUC brilham em disputas de robôs
Fátima Sá
André Nazareth/Strana
 | | Equipe
RioBotz: professores e alunos criam robôs campeões de briga
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Os
testes acontecem na calada da noite, no estacionamento vazio da faculdade. É
lá, bem longe dos pilotis, que um grupo de alunos de engenharia de controle
e automação da PUC põe à prova seu mais divertido
projeto: criar robôs combativos e resistentes, capazes de nocautear adversários
em poucos minutos. A guerra de robôs, para muitos considerada um esporte,
revelou que a PUC é boa de briga. Equipadas com bateria e movidas a controle
remoto, as máquinas criadas pelos estudantes já lutaram em diferentes
arenas, além do ringue improvisado na Gávea. O principal desafio
foi há pouco mais de um mês, quando a equipe esteve nos RoboGames,
a maior competição do mundo, em São Francisco, na Califórnia.
Eram 430 robôs de 21 países, divididos em várias categorias,
dos humanóides aos que executam tarefas, passando, naturalmente, pelos
de combate. Estreantes na competição, os meninos da PUC voltaram
para casa com duas medalhas: uma de ouro e outra de bronze. "E isso porque nossa
bateria acabou oito segundos antes do fim", conta o professor de engenharia mecânica
Marco Antonio Meggiolaro, coordenador da equipe. De volta ao Brasil, o grupo ainda
faturou dois primeiros lugares no Winter Challenge, competição nacional
de robôs sobre o gelo, que aconteceu em Amparo, no interior de São
Paulo. A próxima luta será no mês que vem, em Curitiba.
Batizado
de RioBotz, o projeto reúne vinte alunos da PUC, dos primeiros períodos
da graduação ao mestrado. A idéia partiu de um deles, Felipe
dos Santos Scofano, na época estudante do 8º período.
Fascinado pelas disputas mundiais de robôs, que via pela TV a cabo, Felipe
descobriu que havia uma liga nacional, organizada e competitiva. Propôs
à coordenação do curso que fosse criada uma equipe para competir
pela PUC. Um ano depois, em 2003, o RioBotz disputava sua primeira Guerra de Robôs,
em Itajubá, Minas Gerais, ficando com a sexta colocação.
No ano seguinte, a turma aprimorou a maquinaria e conquistou o primeiro lugar.
"Eles estão sempre buscando materiais, trazendo novas idéias, testando
mudanças", lembra Mauro Schwanke, professor de engenharia elétrica
e coordenador do laboratório de controle e automação. Agora,
os alunos pretendem usar o conhecimento para criar outros tipos de robô.
"Não só de combate, mas com aplicações mais práticas",
promete Felipe, que virou piloto da equipe e acaba de concluir seu mestrado.
Touro,
o "pit robô"
Divulgação
 | | Touro:
materiais
à prova de bala
e golpe de 10 toneladas
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Ele
pesa 55 quilos, é capaz de atingir o adversário com a força
de quase 10 toneladas e protege-se dos golpes graças a uma armadura de
titânio e materiais à prova de bala. Menina-dos-olhos do projeto
RioBotz, o robô Touro consumiu nove meses de trabalho, do desenho à
montagem. Deslizando sobre rodas e dando trombadas nos oponentes, Touro faturou
a medalha de bronze na competição americana RoboGames e a de ouro
na brasileira Winter Challenge. Mostrou-se tão combativo que ganhou versões
menores, batizadas de Tourinho e Minitouro. Com 1,3 quilo, o Minitouro foi o menor
robô inscrito no combate americano e conquistou a medalha de ouro. Um pouco
maior, o Tourinho participou do Winter Challenge, ficando em primeiro lugar na
categoria. | |