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2 de agosto de 2006

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TECNOLOGIA

Feras do ringue

Alunos da PUC brilham em disputas de robôs

Fátima Sá

 
André Nazareth/Strana
Equipe RioBotz: professores e alunos criam robôs campeões de briga

Os testes acontecem na calada da noite, no estacionamento vazio da faculdade. É lá, bem longe dos pilotis, que um grupo de alunos de engenharia de controle e automação da PUC põe à prova seu mais divertido projeto: criar robôs combativos e resistentes, capazes de nocautear adversários em poucos minutos. A guerra de robôs, para muitos considerada um esporte, revelou que a PUC é boa de briga. Equipadas com bateria e movidas a controle remoto, as máquinas criadas pelos estudantes já lutaram em diferentes arenas, além do ringue improvisado na Gávea. O principal desafio foi há pouco mais de um mês, quando a equipe esteve nos RoboGames, a maior competição do mundo, em São Francisco, na Califórnia. Eram 430 robôs de 21 países, divididos em várias categorias, dos humanóides aos que executam tarefas, passando, naturalmente, pelos de combate. Estreantes na competição, os meninos da PUC voltaram para casa com duas medalhas: uma de ouro e outra de bronze. "E isso porque nossa bateria acabou oito segundos antes do fim", conta o professor de engenharia mecânica Marco Antonio Meggiolaro, coordenador da equipe. De volta ao Brasil, o grupo ainda faturou dois primeiros lugares no Winter Challenge, competição nacional de robôs sobre o gelo, que aconteceu em Amparo, no interior de São Paulo. A próxima luta será no mês que vem, em Curitiba.

Batizado de RioBotz, o projeto reúne vinte alunos da PUC, dos primeiros períodos da graduação ao mestrado. A idéia partiu de um deles, Felipe dos Santos Scofano, na época estudante do 8º período. Fascinado pelas disputas mundiais de robôs, que via pela TV a cabo, Felipe descobriu que havia uma liga nacional, organizada e competitiva. Propôs à coordenação do curso que fosse criada uma equipe para competir pela PUC. Um ano depois, em 2003, o RioBotz disputava sua primeira Guerra de Robôs, em Itajubá, Minas Gerais, ficando com a sexta colocação. No ano seguinte, a turma aprimorou a maquinaria e conquistou o primeiro lugar. "Eles estão sempre buscando materiais, trazendo novas idéias, testando mudanças", lembra Mauro Schwanke, professor de engenharia elétrica e coordenador do laboratório de controle e automação. Agora, os alunos pretendem usar o conhecimento para criar outros tipos de robô. "Não só de combate, mas com aplicações mais práticas", promete Felipe, que virou piloto da equipe e acaba de concluir seu mestrado.

 

Touro, o "pit robô"

 
Divulgação
Touro: materiais à prova de bala e golpe de 10 toneladas

Ele pesa 55 quilos, é capaz de atingir o adversário com a força de quase 10 toneladas e protege-se dos golpes graças a uma armadura de titânio e materiais à prova de bala. Menina-dos-olhos do projeto RioBotz, o robô Touro consumiu nove meses de trabalho, do desenho à montagem. Deslizando sobre rodas e dando trombadas nos oponentes, Touro faturou a medalha de bronze na competição americana RoboGames e a de ouro na brasileira Winter Challenge. Mostrou-se tão combativo que ganhou versões menores, batizadas de Tourinho e Minitouro. Com 1,3 quilo, o Minitouro foi o menor robô inscrito no combate americano e conquistou a medalha de ouro. Um pouco maior, o Tourinho participou do Winter Challenge, ficando em primeiro lugar na categoria.

     
   

 

 
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