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2 de agosto de 2006

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OPINIÃO DO LEITOR


Prefeito virtual 1

Não poderia ser mais apropriado o título "O prefeito virtual" (Veja Rio, 26/7/2006). A obsessão do prefeito Cesar Maia pela internet não justifica a falta de apetência para administrar a cidade. O Rio hoje é administrado apenas virtualmente. A troca de e-mails entre o prefeito e seus auxiliares pode gerar um círculo potencial de informações, mas os resultados em termos administrativos são pífios. Daí o abandono da cidade real e dos cidadãos que pagam seus impostos em dia.
Sinvaldo do Nascimento Souza,
por e-mail

 

Prefeito virtual 2

A reportagem sobre o prefeito confirma algo que os cidadãos que se preocupam e pagam impostos já desconfiavam: prefeito, só virtual. O real inexiste. O que o prefeito teria a mostrar sobre saúde, educação, transporte, habitação e segurança? Nada. Para alguém que está no terceiro mandato é desalentador. A suposta eficiência é também virtual.

Zurlinde Cabral,

por e-mail

 

Prefeito virtual 3

Acho louvável que um político use a tecnologia – no caso a internet – para melhorar a administração pública. Mas por que o nosso prefeito virtual não usa o espaço do seu blog para ouvir a população ou ao menos dizer o que anda fazendo? Diz ele que conhece mais a cidade agora do que quando andava pessoalmente pelas ruas. Talvez o computador dele esteja com problemas e ele não veja a sujeira, os mendigos, os assaltos, os camelôs, as vans e as favelas. Enquanto ele brinca de dar conselhos à senadora Heloisa Helena no mundo virtual, nós, cariocas, vamos vivendo no mundo real feio, sujo e pobre que ele nos impõe com a sua administração inoperante.

Daniela Amaral,

por e-mail

 

Prefeito virtual 4

Realmente, temos um prefeito virtual. Os buracos aumentam. Até nas pistas expressas do Aterro, antes bem-cuidadas, temos vários buracos. Sumiram as faixas de rolamento e faixas de travessia de pedestres em dezenas de ruas. Galhos tapam sinais de trânsito. A degradação tem aumentado. Eu até parei de reclamar via e-mail porque não vejo resultados nas informações que transmito ao prefeito (virtual). Passei em frente à Secretaria Municipal de Fazenda, no Centro, e havia 100 camelôs em toda a rua. É uma desmoralização. Do outro lado havia uma Kombi com guardas municipais sonolentos. Falta dinheiro, mas falta também mais energia do prefeito.

Fernando Olinto Henriques Fernandes,

por e-mail

 

Reféns do medo

Gostaria de expressar meu pesar pelas palavras do chefe da Polícia Civil, delegado Ricardo Hallack, na reportagem "Insegurança pública" (Veja Rio, 19/7/2006). Mais precisamente, quando disse que "os criminosos de hoje são meninos que trabalham para o tráfico num regime de quase escravidão e assaltam para complementar a renda". Esse trecho foi desastroso, pois pode levar a crer que todos os que querem complementar renda se utilizam desse mecanismo. Infeliz o comentário.

Tânia Amaral,

por e-mail

 

Insegurança

Acabo de ler a crônica "Insegurança" (Veja Rio, 26/7/2006). É verdade, antigamente todos tinham seus pobres. Eu, quando garoto, também fui pobre, mas nunca deixava de ajudar os mais necessitados. Hoje, para meu orgulho, um dos meus "pobres" se formou em advocacia e montou um escritório. Ele cresceu e viveu numa favela da Zona Norte, mas nunca precisou roubar ou se drogar.

Luiz Carlos,
por e-mail

 

Correção

O livro Álbum Carioca 2 custa 40 reais, e não 70 reais, como publicado em "A vida como ela era" (Veja Rio, 12/7/2006).

 

PALÁCIO MONROE

O leitor Luiz Carlos Adriano Franco conta que dois leões, um anjo e peças do portão do Palácio Monroe estão instalados na chácara de sua família, em Uberaba (foto). Ele comprou as peças num leilão em 1976. Franco diz ainda ter cedido dois leões a um arquiteto com a garantia de que não sairiam do Rio. O par ficaria em um hotel que seria construído na Urca. O leitor afirma ter se surpreendido ao descobrir que os leões cedidos estão no Recife ("O palácio que virou memória", Veja Rio, 12/7/2006). A leitora Ameura Jasmin revela que quando criança acompanhava a mãe, que trabalhava no Ministério da Agricultura, então sediado no Palácio Monroe, e ficava fascinada com sua beleza.



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