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VEJA
RIO RECOMENDA TEATRO
Daniela
Toviansky/Divulgação  | | Esfuziante:
Cláudia Raia é a estrela do
afinado elenco |
SWEET
CHARITY. Charles Möeller e Cláudio
Botelho entendem mesmo do riscado. A versão assinada pela dupla para o
musical Sweet Charity, em cartaz no Vivo Rio, é um acerto. De um
lado, Möeller orquestra bem o espetáculo, desenvolvendo a trama com
a leveza própria do gênero. De outro, as traduções
de Botelho são coloquiais, fáceis e alcançam até quem
desconhece as canções. O primeiro ato rateia, demora para engatar.
Mas, passados vinte minutos, a história segue em velocidade de cruzeiro.
Cláudia Raia está irrepreensível como a prostituta Charity
Hope Valentine, a personagem ingênua, atrapalhada e romântica tirada
do filme Noites de Cabíria, de Fellini. Marcelo Médici merece
todos os aplausos que arranca da platéia com a divertida, caricatural e
pertinente composição para o namorado de Charity. Os bailarinos
dançam de verdade e a banda é afinadíssima. Sweet Charity
é um tipo de megaprodução que não costuma chegar ao
Rio. Aproveite a chance.
Fotos
Divulgação  | | Talento
em dobro: Pedro Cardoso briga com
ele mesmo |
| O
AUTOFALANTE. Uma vez por semana Pedro Cardoso invade
os lares brasileiros na pele de Agostinho, o genro encostado do seriado global
A Grande Família. Quem quiser conferir mais de perto o talento dramático
do ator vai ter de sair de casa. No monólogo O Autofalante, em cartaz
no Teatro das Artes, ele representa um sujeito solitário e desempregado
que vive falando sozinho até se aborrecer com a própria companhia.
A peça, encenada pela primeira vez em 1994, voltou ao circuito remodelada
por Cardoso, com a ajuda do diretor Amir Haddad. |
PARA
AS CRIANÇAS
 | | Câmaras
de ar compõem o cenário:
truque criativo |
O
CAVALO MÁGICO. O espetáculo, em cartaz
no Teatro Maria Clara Machado, agrada pela criatividade da montagem e pelo desempenho
do jovem elenco. Paulo Verlings, Elizabeth Monteiro e Gustavo Barros, ex-alunos
de teatro do diretor Flávio de Souza, narram as aventuras do príncipe
Tambal, dono de um cavalo de madeira que o leva aonde a sua imaginação
mandar. Inspirado em um conto de tradição muçulmana, o texto
não entrega tudo: incentiva as crianças a imaginar parte do que
acontece. O cenário de Daniele Geammal é um achado. Num divertido
jogo de encaixar, câmaras de pneus de caminhão e trator transformam-se
ora em castelo, ora em deserto. SHOWS
 | | Eterno
tropicalista: Tom Zé canta no Circo
|
TOM ZÉ. Aos
70 anos, o inquieto músico baiano não deixou de ser vanguarda, como
mostra o repertório subversivo de Danç-Êh-Sá
Dança dos Herdeiros do Sacrifício, seu novo CD. Concebido a
partir de uma pesquisa da MTV sobre a obsessão do jovem pelo prazer e pelo
consumo, o disco traz músicas com vocalizações e onomatopéias
no lugar de letras. Na sexta (4), no Circo Voador, Tom Zé mistura novidades
como Atchim e Abrindo as Urnas com sucessos de carreira. Entre os
músicos da banda está o versátil Jarbas Mariz, que toca percussão,
cavaco e violão de doze cordas.
 | | O
maestro: ao vivo no Municipal |
ENNIO
MORRICONE. Vencedor de um Oscar honorário neste ano, com quase meio
século de brilhantes trilhas sonoras para o cinema, Morricone vai reger
a Orquestra Petrobras Sinfônica no sábado (5), no Teatro Municipal.
No programa, trechos memoráveis de obras dele para filmes como Era uma
Vez na América, Os Intocáveis e Cinema Paradiso. A soprano
Susanna Rigacci participa da apresentação em canções
dos faroestes Por uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito.
A noite de gala abre o projeto Música em Cena 1º Encontro Internacional
de Música de Cinema. Veja
a programação. |