Publicidade
 
 


 
 



2 de maio de 2007

PERFIL

CIDADE
SEGURANÇA
NEGÓCIOS
SAÚDE
AS BOAS COMPRAS
BEIRA-MAR
A OPINIÃO DO LEITOR
CRÔNICA
  

VEJA RIO RECOMENDA


TEATRO

Daniela Toviansky/Divulgação
Esfuziante: Cláudia Raia é a estrela do afinado elenco


SWEET CHARITY.
Charles Möeller e Cláudio Botelho entendem mesmo do riscado. A versão assinada pela dupla para o musical Sweet Charity, em cartaz no Vivo Rio, é um acerto. De um lado, Möeller orquestra bem o espetáculo, desenvolvendo a trama com a leveza própria do gênero. De outro, as traduções de Botelho são coloquiais, fáceis e alcançam até quem desconhece as canções. O primeiro ato rateia, demora para engatar. Mas, passados vinte minutos, a história segue em velocidade de cruzeiro. Cláudia Raia está irrepreensível como a prostituta Charity Hope Valentine, a personagem ingênua, atrapalhada e romântica tirada do filme Noites de Cabíria, de Fellini. Marcelo Médici merece todos os aplausos que arranca da platéia com a divertida, caricatural e pertinente composição para o namorado de Charity. Os bailarinos dançam de verdade e a banda é afinadíssima. Sweet Charity é um tipo de megaprodução que não costuma chegar ao Rio. Aproveite a chance.

Fotos Divulgação
Talento em dobro: Pedro Cardoso briga com ele mesmo

O AUTOFALANTE.
Uma vez por semana Pedro Cardoso invade os lares brasileiros na pele de Agostinho, o genro encostado do seriado global A Grande Família. Quem quiser conferir mais de perto o talento dramático do ator vai ter de sair de casa. No monólogo O Autofalante, em cartaz no Teatro das Artes, ele representa um sujeito solitário e desempregado que vive falando sozinho até se aborrecer com a própria companhia. A peça, encenada pela primeira vez em 1994, voltou ao circuito remodelada por Cardoso, com a ajuda do diretor Amir Haddad.

 

PARA AS CRIANÇAS

Câmaras de ar compõem o cenário: truque criativo

O CAVALO MÁGICO. O espetáculo, em cartaz no Teatro Maria Clara Machado, agrada pela criatividade da montagem e pelo desempenho do jovem elenco. Paulo Verlings, Elizabeth Monteiro e Gustavo Barros, ex-alunos de teatro do diretor Flávio de Souza, narram as aventuras do príncipe Tambal, dono de um cavalo de madeira que o leva aonde a sua imaginação mandar. Inspirado em um conto de tradição muçulmana, o texto não entrega tudo: incentiva as crianças a imaginar parte do que acontece. O cenário de Daniele Geammal é um achado. Num divertido jogo de encaixar, câmaras de pneus de caminhão e trator transformam-se ora em castelo, ora em deserto.

SHOWS

Eterno tropicalista: Tom Zé canta no Circo

TOM ZÉ. Aos 70 anos, o inquieto músico baiano não deixou de ser vanguarda, como mostra o repertório subversivo de Danç-Êh-Sá – Dança dos Herdeiros do Sacrifício, seu novo CD. Concebido a partir de uma pesquisa da MTV sobre a obsessão do jovem pelo prazer e pelo consumo, o disco traz músicas com vocalizações e onomatopéias no lugar de letras. Na sexta (4), no Circo Voador, Tom Zé mistura novidades como Atchim e Abrindo as Urnas com sucessos de carreira. Entre os músicos da banda está o versátil Jarbas Mariz, que toca percussão, cavaco e violão de doze cordas.

 

O maestro: ao vivo no Municipal

ENNIO MORRICONE. Vencedor de um Oscar honorário neste ano, com quase meio século de brilhantes trilhas sonoras para o cinema, Morricone vai reger a Orquestra Petrobras Sinfônica no sábado (5), no Teatro Municipal. No programa, trechos memoráveis de obras dele para filmes como Era uma Vez na América, Os Intocáveis e Cinema Paradiso. A soprano Susanna Rigacci participa da apresentação em canções dos faroestes Por uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito. A noite de gala abre o projeto Música em Cena – 1º Encontro Internacional de Música de Cinema. Veja a programação.

     
   

 

 
VEJA on-line | Veja Rio
copyright © Editora Abril S.A. . todos os direitos reservados