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SEGURANÇA
A câmera é a arma
Filme vai retratar a rotina dos policiais
Sofia Cerqueira
Andre Nazareth/Strana
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| Padilha e Pimentel: parceria |
Afastado da Polícia Militar desde 2001, o
ex-capitão Rodrigo Pimentel, conhecido por denunciar falhas
nos treinamentos e nos confrontos em favelas cariocas, volta à
ativa. Desta vez, sem a farda azul do Batalhão de Operações
Especiais, mas com muita munição. Ele e o cineasta
José Padilha, do documentário Ônibus 174,
finalizam o roteiro de Tropa de Elite, título provisório
do longa-metragem de ficção que levará para
as telas a realidade dos batalhões cariocas e a rotina de
enfrentamento sob a ótica dos policiais. Orçado em
5 milhões de reais, o filme começará a ser
rodado no segundo semestre. A trama é entrelaçada
por dois personagens que entram juntos na PM. "A idéia é
mostrar o que é ser um policial no Rio. Uma rotina que inclui
absurdos como a institucionalização da corrupção",
antecipa o cineasta. A dupla colheu depoimentos de uma psiquiatra
da PM, de um traficante e de onze policiais. São relatos
de corrupção, tortura e confrontos, como o do soldado
que, para tirar férias, tinha de dar uma caixinha ao sargento
e o do tenente que teve o toca-fitas do carro furtado no pátio
da PM. "Expor a corporação num momento de violência
como o que estamos vivendo só pode ser bom. Algo precisa
mudar", diz Pimentel.
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