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FÉRIAS
Clubinho com taxímetro
Ipanema ganha espaço de
lazer infantil
que cobra por hora para cuidar da criançada
Carlos Henrique Braz
Fotos Fernando Moraes
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| A clientela no restaurante:
bonecos e gibis à disposição
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A fila de carrinhos de bebê estacionados na calçada
desperta a curiosidade para o cenário. Do outro lado do muro,
a primeira visão que se tem ao entrar no prédio de
três andares é a de mesas e cadeiras pequeninas dividindo
o salão com o mobiliário convencional. Chega a ser
engraçado ver a criançada recém-saída
da fralda bebendo sucos e refrigerantes. Aberto recentemente na
Rua Barão da Torre, em Ipanema, o Engenho é uma área
de lazer indoor, espécie de clube-creche com taxímetro,
para crianças de até 12 anos. Por 25 reais a hora,
os pais deixam seus filhos sob os cuidados de recreadores, que fazem
oficinas de teatro, pintura, capoeira e ioga, além de brincadeiras
tradicionais. "Nosso objetivo é preencher com atividades
de arte e lazer o tempo ocioso das crianças que ficam em
casa com babás", afirma a arquiteta Sonia Rocha Miranda,
idealizadora do empreendimento.
Na verdade, a iniciativa deriva
daqueles espaços nos shoppings onde recreadores cuidam das
crianças enquanto os adultos vão às compras.
A diferença dessa nova casa está no incremento da
infra-estrutura. No térreo funciona o Café da Família.
Os chefs Guilherme Clemente e Antônio Costa que foi
auxiliar de Claude Troisgros por 25 anos desenvolveram um
menu com duas opções por dia de pratos balanceados:
filé mignon, frango ou peixe, acompanhado de batatinha sorriso,
seleta de legumes, arroz integral com passas e damasco e caldo de
feijão. No 1º andar estão as salas de música
e teatro, além de uma outra dedicada exclusivamente aos bebês.
No 2º, a brinquedoteca e o ateliê de artes. A cobertura
destina-se às aulas de teatro, capoeira e ioga. Lá,
também, há uma horta que serve de lazer e aprendizado
para a criançada. As verduras e os legumes cultivados no
local abastecem o restaurante no térreo.
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| Menu mirim: batata
sorriso em pratos balanceados |
Essa variedade de atividades seduz
altinhos e baixinhos. A consultora de informática Maria Lazaroni
de Moraes fez um pacote de duas horas por dia, durante as férias,
para suas filhas Anna Luiza, de 3 anos, e Maria Antônia, de
10 meses. "Por falta de programa, cheguei a levar minha filha mais
velha quatro vezes para ver a mesma peça", conta Maria Alice.
O medo da violência pesou igualmente na decisão de
investir no lazer em redoma. "Não levo mais minhas meninas
para a pracinha por medo de bala perdida", diz. Outra cliente é
a jornalista Joana de Mello, mãe de Manoel, de 9 meses, que
passa pelo menos uma hora por dia na área exclusiva para
bebês, onde só se entra com pantufas descartáveis:
"Como moramos em apartamento, é uma alternativa para ele
brincar em lugar mais amplo".
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| Brinquedoteca: uma
das salas para os pequenos se esbaldarem
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