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O Brasil que queremos ser
02 de Setembro de 2008

Da esquerda para adireita, Roberto Civita, editor de VEJA; o vice-presidente José Alencar; o presidente do BC, Henrique Meirelles; o ex-chefe da instituição Armínio Fraga; o economista Mailson da Nóbrega; e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho

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Eurípedes Alcântara, diretor de redação
Roberto Civita, presidente do conselho administrativo do Grupo Abril e editor de VEJA
Jairo Mendes Leal, vice-presidente da Editora Abril
Governar para a próxima geração
Ciro Gomes, deputado federal
Aécio Neves, governador de Minas Gerais
José Serra, governador de São Paulo
Dilma Roussef, ministra da Casa Civil

Os mais destacados nomes da política e de diversas áreas do conhecimento se reuniram nesta terça-feira no seminário “O Brasil que queremos ser”, organizado em comemoração aos 40 anos de VEJA. Eles discutiram os rumos do país a partir de seis vigas mestras para a construção do futuro: educação, meio ambiente, economia, imprensa, democracia e pobreza e megacidades.

O evento, transmitido ao vivo pela internet, despertou também o interesse de grande número de internautas – que enviaram mais de 600 perguntas aos participantes dos painéis temáticos. Todas as questões serão agrupadas respondidas ainda nesta semana no endereço www.veja40anos.com.br.

Revezaram-se ao microfone do seminário autoridades ou pensadores como o vice-presidente da República José Alencar, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o antropólogo Roberto DaMatta, o governador de São Paulo, José Serra, o urbanista Jaime Lerner, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o ministro da Educação, Fernando Haddad. Compareceram ainda outros importantes personagens da cena brasileira, nomes que podem ajudar a promover as transformações no país discutidas durante todo o dia – como os candidatos a prefeito de São Paulo Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, o ex-ministro da Educação Paulo Renato e o presidente do Senado, Garibaldi Alves.

Olhos no futuro – O discurso de Roberto Civita, editor de VEJA e presidente da Editora Abril, deu o tom dos debates, ou seja, o planejamento do futuro do Brasil. “Estamos aqui hoje, à luz do dia, principalmente porque nos ocorreu que, em vez de promovermos mais uma festa com discursos relembrando o passado, seria muito mais útil e estimulante passar um dia em companhia das pessoas mais influentes do Brasil debatendo as alternativas para o país que queremos ser.” (Clique aqui para ler o discurso na íntegra.)

A promessa seria cumprida ao final do dia, nas palavras do vice-presidente da Editora Abril, Jairo Leal, que encerrou o evento. Ele assumiu um compromisso: todas as idéias que nasceram no seminário serão acompanhadas permanentemente por VEJA.

Educação e liberdade de imprensa – O painel sobre Educação foi o primeiro do dia, mas pode-se dizer que o tema esteve presente em todos os demais. A urgência da melhoria do sistema de ensino nacional foi lembrada por Roberto Civita e por outros nomes de destaque, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ao lembrar dos avanços econômicos recentes, ela defendeu que só a educação pode fazer o país avançar ainda mais – daí, a necessidade de um projeto para melhorar o ensino básico, da implantação da auto-avaliação nas escolas e também de um processo que retome a remuneração dos professores.

O painel de Educação teve como mediador o economista e especialista em educação Gustavo Ioschpe, colunista de VEJA e de VEJA.com. Ele iniciou sua fala com uma importante questão: por que o Brasil não consegue seguir os exemplos de outros países e alfabetizar suas crianças? Em respostas, o economista José Alexandre Scheikman afirmou que o país ainda não deu a devida importância à educação. “Não e difícil copiar os outros países. No momento em que decidimos fazê-lo, vamos fazer”, opinou. Por outro lado, o ministro da Educação, Fernando Haddad, lembrou que pela primeira vez o país conseguiu a adesão dos governadores e prefeitos de todo o Brasil em termos de diretrizes e metas de qualidades.

Em seguida, teve início o painel Meio Ambiente – Conservação e Desenvolvimento, apresentado pelo moderador Cláudio de Moura Castro, colunista de VEJA (foto acima). O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou o grande desafio de crescer sem destruir a natureza, um dos pontos delicados da realidade brasileira atual. Outro participante do painel, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, defendeu que é possível conciliar preservação e crescimento econômico. Ele aproveitou ainda para diferenciar queimadas de incêndios e condenou as queimadas no Cerrado, qualificando os atos como criminosos.

Economia – o novo papel do Brasil no mundo foi o tema do terceiro painel, que reuniu o presidente do Banco Central, Henrique Meireles, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e os economistas Armínio Fraga e Maílson da Nóbrega. Todos concordaram que o Brasil caminha bem e está menos suscetível a crises externas. Porém, incentivados a discutir a fundo o cenário econômico nacional pelo diretor de redação de VEJA, Eurípedes Alcântara, surgiram as divergências. Meirelles defendeu que o Brasil já se mostra uma economia diferente; idéia semelhante foi defendida por Maílson e Coutinho. O ex-presidente do BC Armínio Fraga foi menos otimista. Ele lembrou que o país não deve se deixar levar por um entusiasmo que, segundo ele, ainda não foi confirmado.

O painel Papel da imprensa: fortalecimento das instituições políticas reuniu o ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o deputado Miro Teixeira. O moderador do debate, o colunista de VEJA e de VEJA.com Reinaldo Azevedo, abriu a sessão com uma questão séria: “Se a imprensa vigia a sociedade e o poder público, quem deve vigiar a imprensa?” Todos foram unânimes em ressaltar a importância da liberdade de imprensa numa sociedade democrática – e em dizer que não deve haver leis específicas para orientá-la. Bastos definiu a imprensa como o “cão de guarda da democracia”.

O editor executivo de VEJA Carlos Graieb, mediador do quinto painel, Democracia, raça e pobreza , iniciou a sessão com outra questão delicada: os programas de assistência social do governo são paliativos? O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, negou a tese e defendeu que essas políticas públicas têm efeitos práticos de “emancipação social”, uma vez que asseguram direitos básicos à população. O antropólogo Roberto DaMatta, por sua vez, discordou do ministro, criticando a “patronagem estatal”. “A população mais pobre não pode ser totalmente dependente do governo”, disse DaMatta. As cotas raciais também foram assunto do painel. Novamente, Graieb “provocou”: é preciso “racializar” a questão da assistência social no Brasil? O professor Hélio dos Santos argumentou que, ao contrário, seria necessário “desracializar” a sociedade brasileira, marcada por desigualdades vindas desde a época da escravidão.

O caos e a ingovernabilidade que assolam as grandes cidades brasileiras foi o tema do painel de encerramento: Megacidades: elas são inevitáveis. Como evitar os megaproblemas , que teve como mediador o diretor de redação de Veja São Paulo, Carlos Maranhão. O arquiteto e urbanista Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, defendeu que governos municipais devem se preocupar com fatores como mobilidade, sustentabilidade e coexistência. A opinião foi compartilhada pela urbanista Raquel Rolnik. O polêmico tema do pedágio urbano também foi discutido.


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Quinto painel | Democracia, raça e pobreza






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