Revolta no Egito
Depois de 18 dias de protestos, prisões e centenas de mortes, o ditador egípcio Hosni Mubarak cedeu: renunciou a um governo que já durava 30 anos e se afastou da capital Cairo. Em seu lugar, assume um conselho militar que pretende governar o país até as eleições de setembro. Como primeiras medidas, a junta decidiu suspender as duas casas do Parlamento e demitir o gabinete ministerial. A saída de Mubarak detonou uma onda de euforia e otimismo, em particular na simbólica praça Tahrir (Libertação), no centro da capital, espécie de quartel-general dos manifestantes. No entanto, o clima político é de incertezas, a começar pelo papel que caberá à mais organizada força de oposição a Mubarak, o grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana.




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