Política externa
Com a ambição de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Itamaraty de Lula espalhou nada menos que 62 novas representações diplomáticas pelo mundo, priorizou as relações com nações pobres ou emergentes e pretendeu mediar conflitos longínquos e complexos, como a questão palestina e a política nuclear iraniana. Em nome dessa estratégia, Lula acabou apoiando ou prestigiando uma série de tiranos e fazendo pouco, muito pouco, de um dos princípios constitucionais que regem a diplomacia: a prevalência dos direitos humanos. De todo modo, a estratégia tem se mostrado vã: a cadeira no Conselho continua distante, e analistas já questionam se o Brasil tem autoridade, já não se fala em levar a paz ao Oriente Médio, mas pelo menos contribuir para a solução de disputas aqui mesmo nas vizinhanças da América do Sul.
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