Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Reduza o lixo doméstico

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

o Brasil descarta a cada dia 230 000 toneladas de detritos – e mais

da metade disso corresponde a lixo doméstico.

“Do total produzido nas casas, apenas 2% é destinado à coleta seletiva”, afirma a bióloga Elen Aquino, pesquisadora do Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (Cepema), da Universidade de São Paulo. O restante vai parar em lixões a céu aberto ou, na melhor das hipóteses, em aterros sanitários cuja capacidade máxima já está próxima do limite. Para piorar o quadro, muitas vezes o cidadão toma o cuidado de separar metais, vidros, plásticos e papéis acreditando que esses materiais serão reciclados, mas as empresas de limpeza contratadas pela prefeitura acabam por misturá-los num mesmo caminhão. O desempenho das administrações municipais costuma ser um lixo em matéria de lixo, mas não por falta de boas leis.

No estado de São Paulo, por exemplo, a legislação obriga todos os condomínios com mais de cinquenta unidades residenciais a ter coleta seletiva de lixo. Uma nova lei publicada na semana passada determina que shoppings, prédios comerciais e indústrias da cidade de São Paulo separem o lixo reciclável. Só poderão ser levados a aterros o lixo orgânico e materiais que não são reaproveitáveis, como isopor, espelhos e papel higiênico. Em que pesem as consuetudinárias dificuldades brasileiras de fazer valer a legislação, e não só quando o assunto é sujeira, é preciso perseverar na divisão do lixo doméstico e, além disso, tentar diminuir a quantidade diária de dejetos. No mínimo, você manterá a consciência mais limpa.

Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra somente para assinantes).