Pesquisa aponta aumento no uso de apps bancários no Brasil

Somados, internet e mobile banking já respondem por 57% das movimentações das contas ativas

O número de pessoas que fazem transações bancárias via aparelhos móveis (smartphones, tablets) aumentou no Brasil. De acordo com uma pesquisa publicada, nesta quarta (10), pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), em 2016 os dispositivos móveis foram responsáveis por realizar 34% do volume total de transações bancárias. O número é 14% maior que o do ano anterior (2015). Juntos, os dois canais de acessos não presenciais – internet banking (computadores) e mobile banking (dispositivos móveis) – correspondem a mais da metade das movimentações financeiras – 57% no total.

A análise também indicou que, em termos de valores, 1,2 bilhão de reais foram movimentados via mobile banking, um aumento de 140%, na comparação com 2015. Houve ainda um salto de 27% no número de clientes que são adeptos aos apps bancários; hoje, 42 milhões das contas ativas contam com essa tecnologia.

Ter na palma da mão a facilidade de resolver questões financeiras é o principal motivo para o aumento no uso do mobile banking. É o que afirma o diretor de Tecnologia da Febraban, Gustavo Fosse: “A comodidade, flexibilidade e conveniência são fatores que fizeram desse canal de acesso o preferido dos clientes. Além disso, as inovações [nos apps] melhoraram a experiência do consumidor que opta pela ferramenta”, disse ao site de VEJA.

No ano passado, os bancos aplicaram ao todo 18,6 bilhões de reais em inovações relacionadas ao ramo da Tecnologia da Informação (TI), sendo esse montante o equivalente a 14% do total que todo o setor de TI recebeu em 2016, no Brasil. 

Para tornar a comunicação com os clientes ainda mais eficaz, os bancos agora estudam, por exemplo, incorporar os bots (chats online) para solucionar as dúvidas de seus clientes. “Esse recurso já se tornou uma tecnologia mais madura e interessante. Toda ferramenta tecnológica é bem-vinda desde que ela resolva os problemas de maneira efetiva, não os complique”, comentou Gustavo Fosse.