Os 10 grandes momentos da E3 para os fãs de games

Realidade virtual, game para jogar em duas telas, remakes e a volta de jogos dados como esquecidos

O Centro de Convenções de Los Angeles é o palco da E3 2015

O Centro de Convenções de Los Angeles é o palco da E3 2015 (VEJA)

A E3, maior evento de games e tecnologia do mundo, terminou na quinta-feira (18) em Los Angeles, na Califórnia. Foram cinco dias de novidades que deixaram os gamers loucos de ansiedade com lançamentos de jogos e controles, e até novos modos de se jogar. Empresas como Microsoft, Nintendo e EA mostraram por que são líderes e não deixaram a desejar.

VEJA já mostrou algumas das novidades:

Minecraft, da Microsoft, impressiona a E3 com cenários recriados em 3D

Ubisoft na E3: novos lançamentos de games em 2015

Os 10 games mais esperados do ano

Mas confira outros dez grandes momentos da E3 para os fãs de videogames:

HoloLens e Halo 5

Em janeiro a Microsoft anunciou seu projeto de realidade virtual: os óculos HoloLens. Durante o evento, jornalistas participaram de um preview do jogo Halo 5, andando pelos cenários. O game em si foi jogado em um console normal, mas só a recriação do ambiente do game em forma de realidade virtual já é uma pequena amostra do que pode ser feito com a impressionante tecnologia.

Super Mario Maker

Uma das novidades da Nintendo foi o novo jogo do Mario, em que o gamer pode construir cenários para as fases que quiser jogar. No Super Mario Maker, pode-se misturar elementos dos diversos estilos gráficos dos jogos do carismático encanador italiano. O game deve chegar às lojas em setembro.

Yoshi Wooly World

O querido dinossauro do Mario ganhou jogo próprio. E o melhor de tudo: o mundo é todo feito de lã. A Nintendo se inspirou no estilo do Super Mario: são fases e mais fases que podem ser jogadas várias vezes por gamers em busca de mais pontos. Também feito de lã, o dinossauro acaba passando por transformações ao longo da saga, ora com rodinhas no lugar de pernas, ora com hélices para voar. O game estará disponível para Wii U ainda neste mês.

Star Fox Zero

Outra novidade da Nintendo foi a volta do Star Fox. Quatro anos depois do lançamento da última versão do game, os executivos da empresa decidiram apostar novamente na franquia, que era tida pelos fãs como esquecida. O jogador continua com a mesma tarefa: usar naves para atirar em inimigos. A novidade é que o game está sendo produzido para Wii U, que permite que o jogador utilize duas telas. Neste jogo, a tela menor, presente no controle remoto, mostra a visão de dentro da nave, enquanto a maior, da televisão, mostra a aventura vista de fora.

Fallout 4 e o Pipboy na edição de colecionador

Pela primeira vez um jogo da linha Fallout, uma das mais celebradas da produtora cult Bethesda, tem início antes do apocalipse. O personagem acorda em um subúrbio em Boston daqui a 200 anos. Desta vez, ele tem falas, e o jogador consegue customizar cenários, roupas e acessórios. O Pip-boy, computador que o protagonista usa preso no braço, também está mais dinâmico, com animações e até mini games. Jogadores que comprarem a edição de colecionador do jogo ganharão também uma versão (real; é isso mesmo!) do computador de braço. Será possível conectá-lo ao celular e usá-lo para navegar no menu do game. O jogo estará disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC, em novembro.

Dishonored 2

Um dos games mais elogiados dos últimos anos, principalmente pelo roteiro de primeiríssima e um inovador método de combate, está de volta. A história continua onde parou. O que é incrível, pois o fim do último jogo dependia das ações escolhidas por cada jogador. Então, tudo indica que as atitudes tomadas no primeiro vão transformar o mundo do segundo título. Marcado pela violência extrema e pela dificuldade estratégica de vencer desafios durante o jogo, agora o game conta também com uma segunda protagonista: Emily (figura conhecida por quem jogou a primeira edição; mas agora alguns anos mais velha, e que pode ser controlada pelos gamers). O jogo estará disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC até o fim do ano.

Final Fantasy Vll Remake

O maior anuncio da Sony foi o remake de Final Fantasy Vll, cujo trailer foi um grande sucesso. Segundo o diretor desta nova versão, mais detalhes serão compartilhados na Jump Festa, exposição anual de mangás e animes que acontece no Japão em dezembro. Ele também disse que o game continua como em sua versão original, mas agora com tecnologia compatível a dos consoles de hoje. Ou seja, a história continua a mesma, com novos gráficos. Por que, então, causou alvoroço? O Final Fantasy Vll original é, sem dúvida, um dos mais importante jogos para a história da indústria de games. Adaptá-lo para as novas tecnologias é como se relançassem O Poderoso Chefão nos cinemas, só que em novo formato.

The Last Guardian

Seis anos depois de ser anunciado pela primeira vez, o título que ganhou fama em 2009 (mas nunca foi para as lojas) voltou a ser destaque. Muitos pensavam que o jogo havia sido esquecido, mas a Sony provou o contrário. O game conta a história de um menino que foi sequestrado e que tem forte conexão com uma estranha criatura conhecida como Trico (segundo os desenvolvedores, uma mistura de diversos animais domésticos).  O game, focado na cooperação entre o menino e o animal, deve sair até o fim do ano. Será que agora é pra valer?

Uncharted 4

O novo capítulo da série, cujo lançamento foi adiado várias vezes, será o ultimo que terá como protagonista o carismático Drake. Desta vez, a ação acontece três anos depois da última versão, em uma colônia mítica de Madagascar. Drake e o irmão Sam terão de enfrentar vilões mais cruéis em busca de um artefato perdido. O game deve ser lançado entre março e maio de 2016, segundo a desenvolvedora Naughty Dog, e será exclusivo para PS4.

Guitar Hero Live e Rock Band 4

E não é que os simuladores de bandas, com guitarras e baterias, voltaram? Isso depois de passarem por anos sem dar lucros para suas desenvolvedoras, e os fãs duvidarem que continuariam a apostar nas duas principais linhas de jogos, o Guitar Hero e o Rock Band.

Em Guitar Hero Live, as canções que o jogador deverá tocar serão estabelecidas pelo próprio game no modo “Live TV”. Ao tocar bem, ganha-se pontos que podem ser trocados pelo direito de tocar uma música sempre que quiser, ou por mudanças no visual e novas habilidades. Outra novidade é a transformação no design da guitarra: os tradicionais quatro botões coloridos deram lugar a três brancos, que podem ser mexidos como uma corda real do instrumento. Isso pode incomodar jogadores veteranos. Já no Rock Band 4, da Microsoft, o gamer escolhe quais músicas quer tocar, desde o início. A grande novidade são os solos de guitarra, que agora são livres: o jogo instrui o jogador sobre o que ele deve fazer, mas se tem total liberdade para criar. Os dois jogos são esperados para outubro.