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iPad e e-readers alimentam pirataria de e-books

Procura por versões ilegais dos livros eletrônicos cresceu 50% em um ano

A procura por versões ilegais de livros eletrônicos cresceu 50% desde 2009, de acordo com pesquisa realizada pela Attributor, empresa especializada no combate à pirataria de conteúdo. O levantamento atribui ao lançamento do iPad, o tablet da Apple, e ao recente aquecimento do mercado de e-books o aumento da pirataria. Segundo o estudo, diariamente quase três milhões de buscas por sites que distribuem os livros digitais de forma ilegal são realizadas no Google.

A empresa detectou que desde o lançamento do iPad, em maio, a procura pelo material pirateado cresceu cerca de 20%. “As inovações recentes e a disponibilidade de novas tecnologias atuaram como catalisadores. Vimos um pico na busca de livros no mês seguinte ao do lançamento do dispositivo da Apple”, aponta o documento.

Entre os sites que mais abrigam conteúdo ilegal, estão os repositórios de arquivos como o Rapidshare, o 4shared e o Megaupload. Como a fiscalização do conteúdo enviado para esses endereços é precária, os usuários podem colocar ali qualquer tipo de material sem a necessidade de detalhar sua procedência. Sites menores, responsáveis por abrigar obras de interesse específico, também aparecem como destino de vários usuários na web.

Estados Unidos e Índia lideram o ranking de nações com mais usuários buscando livros pirateados, com 11% do total de pesquisas cada. Em seguida, vem o México, com 5%.