Intel apresenta tablet para uso escolar

Estrutura reforçada suporta impactos e é resistente até ao contato com água

A Intel apresentou em São Paulo, nesta quinta-feira, seu primeiro tablet educacional. O dispositivo faz parte da linha Intel Learning Series e foi desenvolvido para atender necessidades de crianças em fase escolar.

O aparelho é o primeiro da categoria desenvolvido exclusivamente para educação. Além de rodar diferentes sistemas operacionais, como Windows ou Android, sua estrutura é reforçada para suportar impactos e é resistente até ao contato com água – afinal, o produto é voltado a crianças. Sua interface também foi pensada de modo a ajudar a interação do aluno.

O tablet tem tela de sete polegadas, câmeras frontal, de 3 megapixels, e traseira, de 2 megapixels. Ele conta ainda com recursos 3G, Wi-Fi, Bluetooth e portas USB e SD.

Fernando Martins, presidente da Intel do Brasil, afirmou que a empresa ampliou os investimento no setor da educação motivados pela crença de que as crianças são cada vez mais afeitas aos meios digitais e menos dispostas a se relacionar com as escolas avessas à tecnologia. “Meu próprio filho se alfabetizou com a ajuda de um jogo de computador”, disse o executivo.

De acordo com Fábio Tagnin, gerente de educação da companhia, o modelo apresentado nesta quinta-feira é um protótipo. Mas a Intel já negocia com fabricantes locais a produção do aparelho no Brasil. Espera-se que o tablet esteja disponível em 2012, mas sua chegada a escolas depende de acordos com governos federal, estadual e municipal.

Classmate – Uma nova versão do PC educativo da Intel também foi apresentada nesta quinta-feira. O dispositivo, distribuído no Brasil através do projeto Um Computador por Aluno (UCA), do governo Federal, ganhou nova roupagem e recursos como saída HDMI e caneta stylus. Além disso, possui um novo sistema que permite ao aluno utilizar a tela sensível ao toque como um caderno. O sistema operacional pode ser escolhido de acordo com as necessidades da escola.

Segundo a Intel, cerca de cinco milhões de alunos utilizam o Classmate em todo o mundo. No Brasil, são 250.000. “A deficiência da banda larga nos colégios é um dos nossos maiores entraves. Muitas instituições de ensino no país dividem uma internet de 1 MB com centenas de alunos. No Chile, por exemplo, a velocidade média é de 10 MB”, disse Tagnin.