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Acusado de homofobia, CEO da Mozilla renuncia

Em 2010, Brendan Eich havia se colocado contra lei que legalizou o casamento gay na Caifórnia

A Fundação Mozilla anunciou nesta quinta-feira a saída do CEO Brendan Eich, dias após o executivo ser acusado de homofobia. Segundo post publicado no blog oficial da organização sem fins lucrativos, responsável pelo desenvolvimento do navegador Firefox, Eich decidiu pedir demissão. A renúncia acontece nove dias após o empresário assumir o principal cargo da fundação.

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“Eich deixou a presidência da fundação. Ele tomou esta decisão pela Mozilla e por nossa comunidade”, disse Mitchell Baker, executiva da fundação em comunicado. Criador da linguagem de programação JavaScript, Eich foi escolhido presidente da Mozilla no último dia 24. Ao assumir o posto, foi alvo de inúmeras críticas por ter apoiado financeiramente iniciativas que tentavam aprovar um projeto de lei estadual que proibia a união entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia.

O movimento contra o executivo partiu de funcionários do site de relacionamento OkCupid. Segundo o serviço, Eich doou, na época, cerca de 1.000 dólares a Proposta 8. O protesto foi intensificado na última segunda-feira, quando o OkCupid divulgou um comunicado contra o CEO e sugeriu a seus usuários que parassem de usar o Firefox. Os próprios funcionários da Mozilla fizeram parte do movimento e fizeram críticas duras a Eich.

“A Mozilla acredita em igualdade e liberdade de expressão. Igualdade é necessário para um diálogo significativo. E você precisa da liberdade de expressão para lutar pela liberdade. Descobrir como lutar pelos dois ao mesmo tempo pode ser difícil”, finalizou o comunicado. Ainda não há informações relativas ao substituto de Eich.