Vacinação gratuita contra o HPV começa em março

Neste ano, rede pública vai oferecer vacina a meninas de 11 a 13 anos. Meta é imunizar 5,2 milhões de adolescentes

A partir de 10 de março, meninas de 11 a 13 anos vão ter direito à vacina contra o papiloma vírus humano, o HPV, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 80% da população-alvo, o equivalente a 5,2 milhões de adolescentes. O custo do investimento ao longo de cinco anos será de 1,1 bilhão de reais.

A vacina contra o HPV é capaz de prevenir a transmissão do vírus causador do câncer do colo do útero, que pode ser contraído por meio de relação sexual, contato direto com peles ou mucosas infectadas, e também no momento do parto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo que 32% são infectadas pelos tipos causadores do câncer. Por ano, 270 000 pessoas morrem em decorrência da doença.

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O Ministério da Saúde definiu a estratégia de realizar a vacinação em grupos divididos por faixa etárias, até atingir meninas de 9 a 13 anos. A campanha estará voltada inicialmente às garotas de 11 a 13 anos. Em 2015, a vacina passará a ser ofertada para o grupo de nove a onze anos e, em 2016, para o público de nove anos. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essa faixa etária apresenta melhores resultados na eficácia da vacina: “Estudos mostram que de 9 a 13 anos é quando a produção de anticorpos tem maior intensidade. No caso do Brasil, isso ainda é mais positivo porque coincide com a faixa etária que não teve, na maioria dos casos, a iniciação da atividade sexual e, portanto, o contato com o vírus”, explicou.

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A vacinação se dá de forma gradativa e totaliza três aplicações. Após a ingestão da primeira dose, a menina recebe a segunda seis meses depois, que é quando já haverá a proteção à contaminação. Passados cinco anos, será aplicada a terceira dosagem da vacina, que serve como um reforço para manter a imunização duradoura. Quando seguido todo o protocolo, a vacina atinge eficácia de 98,8%.

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A vacina poderá ser aplicada em escolas da rede pública e privada e também em hospitais do Sistema Único de Saúde. Quando aplicadas nas escolas, os pais têm de autorizar a vacinação.