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Superbactéria está restrita a hospitais, garante ministro

José Temporão tranquiliza a população brasileira sobre a proliferação da KCP

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pediu neste domingo tranquilidade em relação à proliferação da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KCP). Um surto do microorganismo matou uma pessoa no Paraná e 18 no Distrito Federal, e infectou outras 22 em mais quatro estados brasileiros.

“A população pode ficar tranquila, porque essa é uma situação que ocorre apenas em ambiente hospitalar e em pacientes debilitados”, disse o ministro, após participar de encontro na capital paulista sobre a definição de diretrizes para minimizar o risco cardíaco em pacientes em tratamento contra o câncer.

A bactéria é do tipo oportunista: ataca geralmente pessoas com um quadro de saúde complicado, agravado por alguma doença. As vítimas preferidas são pessoas gravemente feridas, ou que estão internadas em UTIs, submetidas a vários procedimentos de caráter invasivo.

As pessoas que morreram no Brasil enquadram-se nesse perfil. Quem está saudável não corre riscos significativos e pode até acompanhar ou visitar pacientes infectados.

Controle – Segundo o ministro, com a adoção de medidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “a situação vai ficar sob controle”. Entre as ações da agência, ele destacou a norma que determina a retenção da receita médica na compra de antibióticos. “Isso vai impedir o que hoje é um problema seríssimo, que é a automedicação, o uso abusivo e indiscriminado de remédios”, garantiu.

Além disso, o ministro lembrou a importância de procedimentos simples de higiene, como lavar as mãos, que diminuem muito o risco de contágio pela bactéria. “Isso serve para os profissionais de saúde e também para os visitantes ao entrar e ao sair dos hospitais.”

Temporão destacou ainda que outro ponto fundamental no combate à bactéria é o cuidado no registros dos casos, para melhorar o embasamento de pesquisas sobre o assunto.