Serra Leoa emite alerta após fuga de pacientes com ebola

As duas pacientes, uma mulher de 38 anos e uma menina de oito anos, sem ligação entre si, conseguiram escapar juntas no sábado. Elas foram encontradas no mesmo dia após anúncio nas rádios locais

Serra Leoa anunciou nesta segunda-feira um alerta sanitário devido à fuga por algumas horas de dois pacientes com o vírus ebola, enquanto o país tenta conter a propagação da epidemia, em alta após quase dois meses. As duas pacientes são uma mulher de 38 anos e uma menina de oito anos, sem ligação entre si, que conseguiram escapar juntas no sábado do centro de tratamento onde eram tratadas em Hastings, nos subúrbios de Freetown, a capital, informou o Centro Nacional de Luta contra o Ebola (NERC).

Ambas foram encontradas no sábado à noite em um local não especificado após advertências por rádio e foram levadas ao centro, de acordo com a mesma fonte. Atualmente, “nossas equipes de investigação de vizinhança e agentes de monitoramento estão refazendo o percurso das duas, para identificar as pessoas com quem estiveram em contato durante o período de sua fuga”, afirmou um porta-voz do NERC.

LEIA TAMBÉM:

Entenda por que o surto de Ebola está fora de controle

Ebola: como o vírus ‘burro’ se tornou uma epidemia

Na semana passada, Serra Leoa anunciou a extensão, por um período indefinido, do toque de recolher noturno (18h00 – 06h00), em vigor desde 12 de junho, nas regiões de Kambia e Port Loko (noroeste). Esta medida foi originalmente promulgada por um período de 21 dias, tempo máximo de incubação do vírus, e deveria terminar no dia 7 de julho.

Desta vez, deve durar “até chegarmos a zero casos”, declarou o chefe do NERC, Palo Conteh, durante uma coletiva de imprensa em Freetown, em 8 de julho. O surto de ebola na África Ocidental, o mais grave desde a identificação do vírus na África Central em 1976, começou na Guiné, em dezembro de 2013. Já deixou mais de 11.200 mortos de um total de 27.600 casos, um balanço abaixo da realidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A maioria das vítimas está concentrada na Guiné, Serra Leoa e Libéria, três Estados vizinhos.

(com agência France-Presse)