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Sim, os molhos de tomate podem conter pelo de rato

Parece assustador, mas de acordo com a Anvisa, há tolerância para um fragmento de pelo de roedor a cada 100 gramas de produtos de tomate

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e a distribuição de quatro lotes de extrato de tomate, além de um lote de molho de tomate. De acordo com a agência, a punição ocorreu após a detecção de uma matéria estranha indicativa de risco à saúde humana — pelo de roedor. O tema repercutiu nas redes sociais principalmente pela justificativa dada pela Anvisa de que os fragmentos do animal ultrapassavam o limite “tolerado pela legislação”. Ou seja, há uma margem para o consumo de penugem de ratos em alimentos? Sim. Parece assustador, mas o limite é de um pelo de roedor para cada 100 gramas de produtos de tomate.

A Anvisa explicou que a contaminação ocorre durante o processo de fabricação e é um problema mundial. Após a colheita, o tomate é levado para um galpão e, geralmente, o armazenamento não ocorre em um local limpo e controlado. É nesse momento que o roedor tem acesso ao alimento e o contamina.  As fábricas são inspecionadas periodicamente pela vigilância sanitária local ou estadual. Os fiscais colhem até três amostras aleatórias e as encaminham para um laboratório, responsável por fazer a análise. Caso seja verificado algum tipo de irregularidade, o produto é recolhido. A fabricante corre o risco de ser multada, em valores que vão de 2 mil reais até 1,5 milhão de reais, ou pode ser interditada.

A tolerância é baseada em uma resolução publicada em 2014. Ela estabelece “as disposições gerais para avaliar a presença de matérias estranhas macroscópicas e microscópicas, indicativas de riscos à saúde humana e/ou as indicativas de falhas na aplicação das boas práticas na cadeia produtiva de alimentos e bebidas, e fixar seus limites de tolerância”. Os limites foram baseados em critérios de risco à saúde e dados nacionais disponíveis de ocorrência comum de contaminação por matérias estranhas, mesmo com a adoção de boas práticas.

O pelo de roedor não é a única ‘matéria estranha’ encontrada comumente em alimentos. Há também tolerância para fungos, areia e até insetos. No caso da uva-passa, por exemplo, são permitidos até 25 fragmentos de inseto para cada 225 gramas do alimento.

 

 

Comentários

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  1. Heron Hurpia

    É só depilar os ratos que o problema estará resolvido! Eita pessoal complicado.

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  2. Gina Maria Faria Meira

    Comparar tolerância de pelos de ratos com tolerância de insetos na uva passas é no mínimo nos chamar de burros, oras, insetos são fonte de proteínas e ratos transmitem doenças. MaléficoxBenéfico, existe comparação? A ANVISA é ré confessa quando fala de como o tomate é armazenado. Só sei de uma coisa, os Municípios através da Vigilância Sanitária local implicam com tudo atendendo portarias do Ministério da Saúde que por sua vez deixa passar tantos absurdos nos processamentos de nossos alimentos. Essa é a cara do Brasil!

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  3. Cláudio Moura

    No processo de cozimento, o pelo do rato é a sobra, as demais partes são dissolvidas (ossos, pele, intestinos) então tá tudo bem.

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  4. Boa tarde. Eu achei pêlos de ratos dentro da lata de sardinha GOMES DA COSTA e olhe que era bem grande….

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  5. Keila Barbosa

    Sinceramente?!!! Acho que não é só pelo não… acho que ratos inteiros devem ser triturados juntamente com os tomates.

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  6. Vicente Machado

    Da proxima vez que voce comprar molho de tomate, abra o produto e coma a LATA. Garanto que fará menos mal. Alimento industrializado é isso. Bem-vindos a sociedade de consumo.

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