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Novo México autoriza médicos a abreviar vida de pacientes terminais

Juíza considerou que ter ajuda para morrer é um direito fundamental de pessoas com capacidade de tomar decisões

Um tribunal estadual do Novo México, nos Estados Unidos, decidiu nesta segunda-feira que médicos do estado estão autorizados a receitar remédios que abreviam a vida a pacientes terminais e com capacidade mental de tomar decisões sobre suas vidas. “Este tribunal não pode imaginar um direito mais fundamental, mais privado e mais integral para a liberdade, a segurança e a felicidade que o direito de um paciente terminal e consciente a optar pela ajuda para morrer”, escreveu a juíza Nan Nash na resolução.

Com a decisão, o Novo México se tornou o quinto estado americano a autorizar a prática, juntando-se a Oregon, Washington, Montana e Vermont.

A resolução do tribunal encerra o caso de dois médicos do estado, Katherine Morris e Aroop Mangalik, que estavam sendo acusados de prescrever drogas fatais a pacientes. A juíza legitimou a liberdade de escolha do paciente de acordo com os direitos básicos da Constituição do estado e, assim, não considerou que receitar esses remédios é uma forma de suicídio assistido.

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(Com agência EFE)