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Médicos de onze estados e DF fazem paralisação nesta terça-feira

Profissionais do serviço federal são contra artigos de Medida Provisória que representou perda salarial

Médicos dos hospitais federais do Distrito Federal e de onze estados do país realizaram uma paralisação nesta terça-feira em protesto contra a Medida Provisória (MP) 568, que prevê alteração na jornada de trabalho e na remuneração dos profissionais da saúde. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a medida representa uma perda salarial de até 50% para os médicos. Serviços de emergência e urgência, no entanto, serão mantidos normalmente nas instituições.

Com a MP 568, segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), os profissionais devem cumprir uma jornada de trabalho de 40 horas semanais para receberem o salário equivalente ao que antes recebiam com 20 horas de trabalho por semana. De acordo com a Fenam, a medida afeta mais de 42.000 médicos do Ministério da Saúde e 7.000 do Ministério da Educação. A reivindicação dos médicos é pela retirada dos artigos 42 e 47 da MP 568, que são justamente aqueles que preveem as alterações salariais.

Com a paralisação, os médicos pretendem interferir na decisão que ocorrerá também nesta terça-feira no Congresso Nacional. Às 14 horas, uma comissão mista vai votar na MP 568 para que ela siga para votação na Câmara e no Senado. Segundo a Fenam, caso a decisão for desfavorável à classe, os profissionais deverão realizar assembleias entre o final da tarde desta terça-feira e a manhã desta quarta-feira, dependendo do estado, para discutirem a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado.

Estados – De acordo com o CFM, cabem às entidades médicas estaduais decidirem sobre como os protestos serão realizados em cada região. Os estados que estão sem serviço nesta terça-feira são: São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Paraná, Sergipe, Bahia, Rio Grande no Norte, Ceará, Paraíba, Pará e Pernambuco, além do Distrito Federal.