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Libéria confirma dois novos casos de ebola

Duas pessoas apresentaram teste positivo após contato com o adolescente de 17 anos. Vírus volta a fazer vítimas seis semanas depois do país ter sido declarado livre da doença

As autoridades da Libéria confirmaram nesta quarta-feira dois novos casos de ebola relacionados ao caso anunciado ontem — o primeiro registrado seis semanas depois do país ter sido declarado livre da doença.

Mais duas pessoas apresentaram teste positivo depois de terem tido contato com o adolescente de 17 anos, segundo Cestus Tarpeh, porta-voz das autoridades sanitárias na província de Margibi, leste de Monróvia, a capital. “Ainda estamos esperando os resultados de outros exames de sangue”, acrescentou.

As autoridades identificaram e colocaram em quarentena todos os que estavam em contato com o paciente que morreu. O anúncio deste revés ocorreu no momento em que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acabara de parabenizar a presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, por eliminar os casos no país e seus esforços para manter o estado de alerta, de acordo com uma declaração divulgada na segunda-feira pela presidência.

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A Libéria foi oficialmente declarada livre do vírus em 9 de maio pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – 42 dias após a morte do último caso conhecido da doença no país. Este período representou duas vezes a duração máxima de incubação.

Mas as autoridades sanitárias alertaram sistematicamente para um risco de ressurgimento enquanto os vizinhos Serra Leoa e Guiné ainda estivessem enfrentando a epidemia.

A área onde o novo caso foi registrado está localizada a leste da capital Monróvia, muito longe das fronteiras com a Guiné e Serra Leoa. Depois de uma queda acentuada desde o início do ano em todos os três países, a epidemia teve uma alta na Guiné e Serra Leoa, em maio.

O surto de Ebola na África Ocidental, o mais grave desde a identificação do vírus na África Central, em 1976, iniciada em dezembro de 2013 do sul da Guiné, causou mais de 11 200 mortes em 27 500 casos – um balanço subestimado, como a própria OMS reconhece. Mais de 99% das vítimas estão concentradas nestes três países vizinhos.

(com agência France-Presse)