Hospital federal tem fila quilométrica para marcar consulta

No primeiro dia de agendamento para 2013, uma multidão se aglomerou em torno do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into)

Referência nacional em cirurgias ortopédicas de alta complexidade, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, amanheceu com uma fila quilométrica nesta segunda-feira. Era o primeiro dia de marcação de consultas para o ano que vem – prazo que se estende até sexta. Sem querer contar com a sorte de vagas remanescentes, centenas de pacientes – muitos com dificuldade de locomoção e alguns usando muletas – enfrentaram horas de espera para conseguir um agendamento na moderna unidade inaugurada em novembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff.

A fila começou a se formar ainda na madrugada, tanto por pessoas que desejavam marcar sua primeira consulta quanto por aquelas que já se tratam no local mas queriam garantir atendimento em 2013. Ou seja, mesmo pacientes antigos, que já poderiam ter agendado seu retorno, enfrentaram a aglomeração que seguia pelo quarteirão no Caju, Zona Portuária da cidade.

A previsão inicial era marcar 400 consultas neste primeiro dia, e outras 1.600 até o final da semana. Mas antes das 7h, horário previsto para início das marcações, já havia tumulto. Em 20 minutos, as 400 senhas reservadas se esgotaram, e outras 450 foram distribuídas. Esse último grupo, no entanto, terá de retornar à unidade na terça-feira.

Telefone – Depois da confusão, o diretor da unidade, Naasson Cavanelas, determinou que os agendamentos sejam feitos somente por telefone, a partir de agora. E pediu paciência. “As marcações valerão para todo o primeiro semestre do ano que vem. Nossas telefonistas devem conseguir marcar 2.000 consultas por dia. Recebemos algumas reclamações do call center, mas peço por favor que, mesmo com as linhas congestionadas, as pessoas continuem ligando, porque uma hora elas vão conseguir.”

O atendimento será feito pelo telefone (21) 2134-5000, das 7h às 19h. O agendamento presencial não será mais necessário, informou o Into por meio de nota à imprensa. Para marcar a consulta, o paciente deve apresentar o número do prontuário e o nome do médico.

Cavanelas admitiu que o instituto não estava preparado para a intensa procura desta segunda. “Há seis meses, fizemos este mesmo modelo de marcação e não houve este tamanho de fila. Tínhamos entendido que esta seria a maneira mais correta de organizar as senhas. No entanto, acabamos nos surpreendendo com tamanha demanda. Só quero deixar bem claro para a população que este tipo de coisa não vai se repetir”, declarou.