DSTs e gravidez na adolescência tiveram alta nos anos Bush

A taxa de gravidez na adolescência e o número de casos de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) entre jovens aumentaram nos anos do governo Bush, revelou uma pesquisa do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Segundo o relatório da maior agência estatal de saúde, as estatísticas pioraram nos últimos anos – embora estivessem apresentando melhora antes do mandato republicano.

De acordo com reportagem do jornal britânico The Guardian, a pesquisa descobriu que a quantidade de mães adolescentes vinha caindo desde 1991, mas, a partir de 2005, registrou um drástico crescimento em mais da metade dos estados americanos. As estatísticas também indicam que o número de meninas adolescentes com sífilis teve uma alta de quase 50%, enquanto que o número de meninos com Aids praticamente dobrou.

O CDC ressaltou que as mais altas taxas de DSTs e gravidez na adolescência foram observadas nos estados do sul do país, onde a questão da abstinência sexual e a religião têm maior ênfase. “É desanimador que, após anos de melhoras no que diz respeito à gravidez na adolescência e a doenças sexualmente trasmissíveis, nós agora vemos que o progresso está estagnado ou que muitas dessas tendências estão indo na direção errada”, disse Janet Collins, diretora do CDC.

O relatório não apontou nenhuma causa para tal resultado, mas grupos a favor de uma melhor educação sexual entre os jovens culparam a o fracasso das políticas conservadoras implementadas pelo ex-presidente George W. Bush.