Contra zika, EUA recomendam que grávidas evitem viagem ao Brasil

A agência de saúde pública dos EUA também instou mulheres que estão tentando engravidar a consultar um médico antes de visitar os países latino-americanos

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos emitiram um alerta nesta sexta-feira recomendando que mulheres grávidas evitem viagens ao Brasil e outros 13 países da América Latina por causa do vírus zika. A agência de saúde pública dos EUA também instou mulheres que estão tentando engravidar a consultar um médico antes de visitar os países latino-americanos – além de tomarem medidas de prevenção contra a picada de mosquitos durante as viagens.

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A presença do vírus zika no Brasil é recente, com os primeiros casos identificados no início do ano passado. Ele é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e da febre chikungunya, o Aedes aegypti. Assim como ocorre com a dengue, não há tratamento para o zika: os remédios são indicados somente para o controle dos sintomas, com paracetamol ou dipirona para o manejo da febre e da dor e anti-histamínicos para as reações alérgicas.

Embora os sintomas – dores nas articulações, no corpo e na cabeça, febre, náuseas e diarreia – do zika sejam mais leves que das outras doenças transmitidas pelo vetor, recentemente o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus e a microcefalia em bebês – já se contam 3.530 os casos. A microcefalia é uma anomalia que prejudica o desenvolvimento do cérebro dos recém-nascidos e se caracteriza pelo perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros. Desde o surgimento do zika, as autoridades de saúde também registraram um aumento no número de casos de Guillain-Barré, uma afecção autoimune capaz de levar à paralisia.

(Com Estadão Conteúdo)