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Confusão para as mulheres

Algumas das mais importantes diretrizes de saúde adotadas nos Estados Unidos estão baseadas nos estudos da U.S. Preventive Services Task Force, uma força-tarefa financiada pelo governo americano e composta de dezesseis especialistas de instituições de ensino e pesquisa que estão entre as mais respeitadas do país. Eles se reúnem periodicamente para avaliar a conduta adotada na prevenção a uma série de doenças. Considerados padrão-ouro, os pareceres emitidos pela força-tarefa orientam políticas de saúde pública, companhias de seguros e médicos em geral. Por isso, as novas orientações sobre o uso da mamografia na prevenção ao câncer de mama, anunciadas na segunda-feira da semana passada, em meio às discussões da reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos, causaram a impressão de que o que se propunha tinha mais a ver com economia do que com medicina.

Em artigo publicado na revista científica Annals of Internal Medicine, os médicos da força-tarefa recomendam uma redução na periodicidade das mamografias. Em vez de exames anuais, desde os 40 anos, eles sugerem mamografias bienais, a partir dos 50 anos. Ao anúncio das diretrizes, seguiram-se a desorientação de milhões de mulheres � não só daquele país � e reações acaloradas. A Sociedade Americana do Câncer, o Colégio Americano de Radiologia e a Fundação Americana do Câncer de Mama foram enfáticos ao reforçar as recomendações antigas. E, dois dias depois, a secretária de Saúde dos Estados Unidos, Kathleen Sebelius, veio a público garantir: “A força-tarefa apresentou algumas novas evidências para consideração, mas nossas políticas permanecem inalteradas”.

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