Campanha recomenda suplemento de ácido fólico na gravidez

Vitamina reduz o risco de má formação congênita e ajuda a prevenir anencefalia e outros problemas

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lançou nesta quinta-feira a recomendação de consumo de suplementos de ácido fólico para prevenir anencefalia (defeito congênito na formação do cérebro e da medula) e espinha bífida (formação anômala dos ossos da coluna vertebral) – dois defeitos de fechamento do tubo neural, que podem ser evitados se o consumo ocorrer na dose recomendada.

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ÁCIDO FÓLICO

Também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis, couve, tomate, feijão, lentilha e cogumelo, em bebidas como a cerveja e em suplementos vitamínicos. Uma concha de feijão preto, por exemplo, tem 119 microgramas da vitamina. O ácido fólico atua no processo de multiplicação celular e na formação da hemoglobina. Recomenda-se o consumo da vitamina a mulheres que estão pensando em engravidar – de preferência 30 dias antes da fecundação e durante o primeiro trimestre gestação. O ácido é associado a um menor risco de má formação congênita.

A norma será apresentada durante o 17º Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, realizado em São Paulo. A recomendação da Febrasgo é que a mulher consuma 400 microgramas por dia de ácido fólico durante pelo menos um mês antes de engravidar e ao longo do primeiro trimestre de gestação – período em que o tubo neural está em pleno desenvolvimento.

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O tubo neural é a estrutura que dará origem ao sistema nervoso central do bebê, incluindo cérebro e coluna. Sua formação ocorre entre o 17º e o 30º dia após a concepção. Estima-se que um em cada 1.000 bebês nasçam com espinha bífida ou desenvolvam anencefalia, uma malformação incompatível com a vida.

Pesquisas apontam que o consumo de ácido fólico reduz em até 75% o risco de o bebê nascer com esses dois problemas. Em 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adição de 4,2 miligramas de ferro e de 150 miligramas de ácido fólico para cada 100 gramas de farinha de trigo e de milho. A intenção era reduzir a prevalência de anemia por deficiência de ferro e prevenir defeitos do tubo neural.

(Com Agência Estado)