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Brasil registra queda no número de transplantes no início de 2013

De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, a queda de 6% no total de transplantes é explicada por uma redução nas filas de espera

O número de transplantes de córnea no Brasil caiu 13% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados do Ministério da Saúde, divulgados nesta quarta-feira, a queda se deve a uma redução nas filas de espera. Por outro lado, os transplantes de órgão sólidos – como pulmão e coração – aumentaram 3%. No total, foram realizados 11.569 transplantes no país de janeiro a junho – 6% menos do que em 2012 em razão da queda dos transplantes de córnea.

Segundo levantamento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), no primeiro semestre de 2013 foram registrados 3.842 transplantes de órgãos como pulmão, coração, pâncreas, rim e fígado, um aumento de 3,8% em relação a 2012, quando foram realizadas 3.703 operações. Sozinho, o transplante de pulmão cresceu 113%: de 30 para 64 cirurgias. Os procedimentos de coração tiveram aumento de 14,8%, chegando a 124 atendimentos no primeiro semestre deste ano. Os transplantes de medula óssea também aumentaram, passando de 862, em 2012, para 974, no primeiro semestre de 2013.

Doação – De acordo com a pasta, os índices de transplantes são acompanhados por uma melhora na aceitação familiar quanto à doação. A negativa para doação caiu de 80%, em 2003, para 45%, em 2012. O país, que demorou 23 anos (1987 a 2010) para chegar a 9,9 doadores por milhão de pessoas, teve um salto nos últimos três anos: o número cresceu para 13,5 doadores por milhão da população. O Ministério tem como meta chegar a 15 por milhão até 2014.

Para fazer a doação de órgãos no Brasil, no caso de doador falecido, é necessária apenas a autorização da família para que os órgãos sejam doados, além da constatação da morte encefálica do indivíduo, que deve ser diagnosticada por dois médicos diferentes e comprovada por um exame complementar interpretado por um terceiro profissional.