Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Abuso de tranquilizantes e soníferos pode aumentar risco de Alzheimer

Segundo pesquisa, seriam entre 16.000 e 31.000 novos casos anualmente, na França, provocados pelo uso crônico das benzodiazepinas

O consumo crônico de benzodiazepinas (tranquilizantes, soníferos) aumenta o risco de uma pessoa sofrer do mal de Alzheimer, segundo os primeiros resultados de um estudo francês, divulgados na revista Sciences et Avenir (Ciência e Futuro).

Anualmente entre 16.000 e 31.000 casos de Alzheimer seriam provocados na França por tratamentos com benzodiazepinas (BZD) ou similares, e seus genéricos: Valium, Temesta, Xanax, Lexomil, Stilnox, Mogadon, Tranxène, e similares, informa a revista em sua edição de outubro. Cento e vinte milhões de caixas são vendidas por ano. Na França são consumidos de cinco a dez vezes mais soníferos (hipnóticos) e ansiolíticos do que em seus vizinhos europeus, acrescentou a Sciences et Avenir.

O encarregado do estudo, professor Bernard Begaud (Inserm/Universidade de Bordeaux), referiu-se às constatações como “uma verdadeira bomba”. “As autoridades precisam reagir”, acrescentou, em declarações à revista. “Devem agir muito mais, se levarem em conta que de nove estudos, seis vão neste sentido de uma relação entre o consumo de tranquilizantes e soníferos durante vários anos e o mal de Alzheimer.” Begaud citou o caso do moderador de apetite Mediator, que pode ter causado mais de 2.000 mortes entre 1998 e 2009.

O estudo foi realizado com 3.777 indivíduos de 65 anos ou mais que tomaram BZD entre dois e dez anos. “Ao contrário das quedas e fraturas causadas por estes medicamentos, os efeitos cerebrais não são imediatamente perceptíveis, tendo que se aguardar alguns anos para que apareçam”, disse o pesquisador. “Se em epidemiologia é difícil estabelecer uma relação direta de causa e efeito, quando há uma suspeita, parece normal agir e tentar limitar as prescrições inúteis, que são muitas.”

O aumento do risco, entre 20% e 50%, pode parecer pouco em escala individual, mas não na escala da população, por causa do consumo destes medicamentos por idosos, destacou a revista. Segundo o professor Begaud, no total, 30% dos maiores de 65 anos consomem BZD, uma proporção enorme, e na maioria das vezes de forma crônica. As prescrições são, regularmente, limitadas a duas semanas para os hipnóticos e doze semanas para os ansiolíticos.

A forma como os BZD atuam no cérebro para aumentar este risco de demência continua um mistério. Mas o problema já tinha sido mencionado em 2006 em um relatório do Gabinete Parlamentar de Políticas de Saúde sobre Remédios Psicotrópicos. “Depois não se fez nada”, criticou o especialista. “O mínimo que podemos fazer é cumprir as regras que nós mesmos aprovamos. Ou seja, limitar a duração do uso dessas drogas”, sugeriu.

Saiba mais

  • Causas
  • Prevenção
  • Tratamento

David Schlesinger, pesquisador no Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein fala sobre a doença de Alzheimer. Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo

O que é a doença de Alzheimer?

Como o Alzheimer afeta a nossa memória?

Existe alguma causa específica para o Alzheimer?

O Alzheimer é hereditário?

  • O que é a doença de Alzheimer?
  • Como o Alzheimer afeta a nossa memória?
  • Existe alguma causa específica para o Alzheimer?
  • O Alzheimer é hereditário?

Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo

Existe alguma doença que possa desencadear o Alzheimer?

Quais são os principais sintomas?

Com qual idade começam a aparecer os primeiros sintomas?

Existe algum exame que possa detectar a doença precocemente?

Vitaminas ou alimentos podem proteger contra a doença?

É possível se prevenir contra a doença?

  • Existe alguma doença que possa desencadear o Alzheimer?
  • Quais são os principais sintomas?
  • Com qual idade começam a aparecer os primeiros sintomas?
  • Existe algum exame que possa detectar a doença precocemente?
  • Vitaminas ou alimentos podem proteger contra a doença?
  • É possível se prevenir contra a doença?

Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo

Existe cura para o Alzheimer?

Quais são os tratamentos mais promissores?

Como as células-tronco podem mudar o tratamento da doença no futuro?

Qual o tratamento mais utilizado hoje em dia?

  • Existe cura para o Alzheimer?
  • Quais são os tratamentos mais promissores?
  • Como as células-tronco podem mudar o tratamento da doença no futuro?
  • Qual o tratamento mais utilizado hoje em dia?

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

(Com Agência France-Presse)