A ciência recomenda: para sobreviver a um infarto, faça exercícios físicos

Um novo estudo mostrou que a atividade física não só reduz o risco de um ataque cardíaco, como aumenta em até 40% a chance de sobrevida após o problema

Fazer exercícios físicos regularmente aumenta a expectativa de vida depois de sofrer um ataque cardíaco. De acordo com um estudo publicado segunda-feira no periódico científico Mayo Clinic Proceedings, a prática de atividade física não só reduz a chance de ter um ataque cardíaco, mas também pode aumentar em até 40% a probabilidade de sobreviver a um.

“Sabíamos que pessoas mais aptas fisicamente geralmente vivem mais tempo, mas agora temos evidências ligando essa aptidão às chances de sobrevivência após um primeiro ataque cardíaco”, disse Michael Blaha, professor da Universidade Johns Hopkins e coautor da pesquisa.

O estudo, realizado por pesquisadores do Sistema de Saúde Henry Ford, em Detroit, e da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, ambos nos Estados Unidos, envolveu 2.061 pacientes. Os voluntários, que estavam sendo acompanhados pelos pesquisadores, haviam realizado um teste ergométrico cerca de seis anos antes de sofrer o infarto.

A escala utilizada para medir a aptidão física dos participantes foi o equivalente metabólico (MET, na sigla em inglês), que varia de 1 a 12, onde 1 corresponde a estar sentado no sofá, 3 a uma caminhada, 7 com jogging, 10 com pular corda e 12 com corrida. Quanto maior a pontuação do MET, mais preparado fisicamente está o participante.

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Os resultados mostraram que os participantes com maiores pontuações (de 10 a 12) no MET estavam 40% mais propensos a sobreviver um ano após o infarto, em comparação com aqueles com pontuação menor. Os autores também descobriram que o aumento de um nível na aptidão física correspondia a uma redução de 8% a 10% no risco de morte até um ano após o infarto.

“Nossos dados sugerem que os médicos que trabalham com pacientes que têm fatores de risco cardiovascular devem recomendar que comecem um programa de exercícios imediatamente caso queiram aumentar suas chances de sobrevivência após um possível ataque cardíaco”, disse Clinton Brawner, fisiologista do exercício clínico no Sistema de Saúde Henry Ford, e um dos autores do estudo.

(Da redação)