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Edição 2032, 31 de outubro de 2007

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias – Biologia

Uma luz no fim do túnel

Examine com a garotada as novas técnicas capazes de acabar de vez com o sofrimento de milhões de pessoas


Diabetes, a Esperança no Bisturi


Duas aulas de 50 minutos


Diabetes


Analisar e discutir as causas da doença e seus efeitos no organismo assim como as novas terapias de tratamento disponíveis

Sempre que ocorre um fato novo nas ciências médicas, encontram-se conceitos de biologia que podem ser úteis para os alunos. Mesmo que o tema em questão já tenha sido abordado em aula, revê-lo sob a perspectiva de uma descoberta mais recente vai ajudar a tornar mais sólidos os conhecimentos da turma. Tal é o caso da reportagem que anuncia uma conquista importante, uma técnica cirúrgica capaz de livrar milhões de pessoas de um mal que lhes reduz consideravelmente a qualidade de vida: o diabetes tipo 2. Bem trabalhados, o texto e os quadros de VEJA se convertem em um importante recurso pedagógico, porque, além das informações de conteúdo, trazem também o ambiente para a contextualização. Isso vale tanto para a garotada que já conhece os mecanismos da enfermidade, como para os iniciantes no assunto. O roteiro que se segue é uma sugestão de abordagem.

Atividades

1ª e 2ª aulas - Inicie chamando a atenção dos adolescentes para a gravidade do problema. Para tanto, escreva na lousa o número de pessoas que sofrem de diabetes tipo 2: cerca de 200 milhões, no mundo, e 10 milhões, no Brasil. Isso representa aproximadamente 5% da população brasileira. As taxas de prevalência da doença em algumas capitais do país podem ser obtidas no site do Ministério da Saúde. Para acessá-lo clique aqui. Vale a pena visitá-lo e comparar as taxas de incidência de diversas enfermidades.

Pode ser interessante também assinalar a origem do termo diabetes - definitivamente, não são as "dançarinas do diabo". A palavra vem do grego, e significa sifão, numa alusão a uma das manifestações da moléstia: os líquidos são rapidamente eliminados pelo organismo. O termo melito, muitas vezes associado a ambos os tipos de diabetes (1 e 2), procede do latim. Está relacionado a mel, e o nome foi introduzido devido ao sabor adocicado da urina (dos portadores da doença) que alguém teve a altruísta atitude de provar no começo do século XVII.

Depois dessa conversa, distribua a reportagem para a leitura do texto (sem os quadros) com os estudantes. Oriente-os a elaborar um quadro destacando os principais sintomas do diabetes, com base nos relatos da reportagem.

Em seguida, peça que façam um resumo das causas desses sintomas e elaborem um quadro dos hormônios envolvidos no processo digestivos. Explique detalhadamente algumas conseqüências da doença, como a necessidade de amputação de membros em certos casos.

Em seguida, leia o quadro "Hormônios em sintonia". Chame a atenção da turma para a forma de apresentação. Diferentemente dos esquemas que mostram o sistema digestório, ali se encontra um fluxograma, em que os órgãos são representados por blocos de funções, um recurso que facilita a compreensão do processo. Um bom exercício para a moçada é desenhar o mesmo quadro com a ilustração dos órgãos (alguns deles aparecem no box intitulado "Muito mais complicado"). Cuide para que todos entendam as diversas fases envolvidas tanto no organismo normal como no do diabético.

Feito isso, destaque o nome do artigo "Quem imaginaria?" de Walter Pories, o primeiro a suspeitar de que a doença pudesse ser controlada por intervenção cirúrgica. Tal título se deve ao fato de que a descoberta foi acidental, como muitas que ocorrem na ciência, um acontecimento conhecido pelo nome de serendipidade.

Mas até que ponto foi por acaso? Que dados permitiram a Pories tirar suas conclusões? Discutir essas questões vai ajudar a turma a perceber a importância de se levantar o maior número de dados para realizar uma pesquisa, mesmo aqueles que aparentemente pouco têm a ver com o objeto do estudo. Isso permite ampliar as possibilidades de cruzar informações e associá-las a determinados fenômenos. Foi assim que o médico americano pode contribuir para que outros grupos iniciassem suas pesquisas.

Leia, então, o quadro "Muito mais complicado" para oferecer aos meninos um panorama mais amplo dos diversos órgãos que podem favorecer a doença e reserve um tempo para examinar e discutir as terapias disponíveis atualmente e aquelas que estão em desenvolvimento.

Aula criada pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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