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Edição
2010, 30 de maio de 2007
Ciências
da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - Biologia,
Física e Química
Os
senhores das trevas
Revele
a fascinante biodiversidade existente nas profundezas marinhas

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Determinantes
físicos e químicos da vida abissal


Analisar
os fatores que explicam as características
dos habitantes das profundezas marinhas |
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VEJA
revela espécies de aparência surpreendente encontradas
nas regiões mais profundas dos oceanos e analisa o
papel da evolução nas características
desses animais. Devido à ausência de luz e a
enorme pressão hidrostática dos abismos marinhos,
pensou-se durante muito tempo que a biodiversidade na região
fosse baixa. Agora, no entanto, sabe-se que as características
desse sistema permitiram o desenvolvimento de várias
espécies, embora com baixa densidade populacional.
Convide a classe a mergulhar no assunto, que envolve conceitos
de Biologia, Física e Química.
Atividades
1ª
aula - Converse inicialmente com os alunos a respeito
da pressão hidrostática. Proponha que todos
calculem como essa grandeza varia à medida que nos
aprofundamos na água. Por meio de um raciocínio
simples, eles devem concluir que a cada metro a pressão
aumenta 0,1 atmosfera, ou seja, um décimo da pressão
que o ar exerce sobre nossos corpos. Peça que determinem
a pressão reinante 4000 metros abaixo da superfície
do mar e avaliem, nessa condição, a força
suportada por 1 centímetro quadrado de nosso corpo.
Mostre que as 401 atmosferas de pressão nessa profundidade
- lembre que deve ser acrescida a pressão de uma atmosfera
exercida pelo ar - equivalem a sustentar uma vaca (massa de
aproximadamente 400 quilogramas) com o polegar. Pergunte como
a moçada acha que são os organismos que habitam
as regiões abissais. É possível que vertebrados
sobrevivam sob tais condições? Qual deve ser
a pressão interna desses seres? O que ocorreria se
eles fossem trazidos à superfície? Após
essa conversa rápida, oriente a leitura da reportagem,
assinalando passagens importantes para discutir. Por exemplo:
a estrutura biológica dos animais apresentados, suas
adaptações evolutivas (como a bioluminescência)
e a posição de cada um na cadeia alimentar.
2ª
e 3ª aulas - Comece abordando a escuridão
abissal e a conseqüente ausência de vegetais. Explique
que, em relação à luminosidade, costuma-se
dividir as regiões submersas em eufóticas (até
80 metros), disfótica (até 200 metros) e afótica
(acima de 200 metros de profundidade). Na primeira, a oferta
de luz é intensa e favorece a presença de organismos
fotossintetizantes. Já na zona disfótica, em
que a luz é difusa, esses seres começam a se
tornar escassos. Na zona afótica, a vida de algas e
vegetais é impossível. Seus habitantes são
carnívoros ou detritívoros, sendo esses últimos
o primeiro elo do ecossistema abissal com os níveis
superiores - eles se alimentam de cadáveres de animais,
vegetais e algas que chegam da superfície ao fundo
do mar.
Após essa explicação, faça algumas
perguntas para avaliar o que a garotada conseguiu reter da
leitura. Por que os animais abissais têm aspecto monstruoso?
Em relação ao tamanho corpóreo, o que
predomina: indivíduos grandes ou pequenos em comparação
aos da superfície? Peça que a turma faça
um levantamento das dimensões de algumas espécies
abissais e discuta o motivo desse predomínio. Como
se explica a elevada diversidade e o baixo índice populacional
nessa região? Que características adaptativas
sobressaem?
Os habitantes das profundezas têm boca grande para poder
capturar o maior número de peixes possível ou
o tamanho desse órgão foi determinante para
a sobrevivência desses animais? Examine as duas possibilidades
evidenciando as concepções lamarckianas e darwinistas
em ambos os casos. Ressalte o papel da pressão hidrostática
na forma alongada e achatada dos olhos e bocas.
Ensine como se produz a bioluminescência. Esse fenômeno,
que se manifesta também nos vaga-lumes, se deve a uma
reação química da substância chamada
luciferina com o oxigênio. Na presença de um
catalisador denominado luciferase, a luciferina combina-se
primeiro com a adenosina tri-fosfato (ATP), presente em todas
as células, formando luciferil adenilato, que se combina
posteriormente com oxigênio, produzindo oxiluciferina
e luz.
Para finalizar, envolva a classe numa investigação
a respeito das formas que apresentam simetria bilateral e
radial.

Roteiro desenvolvido pela equipe de VEJA NA SALA DE
AULA
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