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Edição
1898, 30 de março de 2005
Ciências
Humanas e suas Tecnologias Cidadania
Orientação
sexual na TV:
a turma vai se ligar nesse tema
Examine
a tendência à descontração que
os programas dedicados ao assunto oferecem em cores, via satélite

Quem
não se depara em sala de aula, vez ou outra, com aquelas
questões cabeludas sobre sexo? Nessas situações
é comum o professor ser tomado de surpresa e até
de certo embaraço. Um bom exemplo de como enfrentar
o problema é o de Sue Johanson, cuja desenvoltura na
matéria e na mídia valeu-lhe no Canadá
e nos Estados Unidos um sucesso que agora já chega
ao Brasil. A entrevista de VEJA dá uma boa idéia
sobre a personalidade e o pensamento da expert septuagenária.
Embora seus programas sejam exibidos apenas na TV a cabo,
inacessível a muitos estudantes, há temas tratados
por ela disponíveis na internet em inglês
- que podem servir de referência para uma abordagem
com a garotada.
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Para
começo de conversa
É
bem provável que uma das respostas da entrevistada
chame a atenção da turma logo de saída:
a medida do governo Bush estimulando as escolas a abolir a
Educação Sexual e a recomendar a abstinência
aos alunos. Encaminhe a mesma pergunta de VEJA para os estudantes.
O que eles acham disso e dos argumentos de Sue Johanson? Educar
as crianças sobre o sexo é uma obrigação
moral? Com que idade o estudante deve ser iniciado no assunto?
Nas últimas décadas, o tratamento do tema vem
gerando as mais diversas opiniões cá e lá
e, em grande parte das vezes, há muita moda e pouca
ciência. Além disso, orientação
sexual envolve questões morais e familiares, o que
exige uma abordagem cautelosa e em acordo com o pensamento
da escola. Por isso, antes de passar informações
e conceitos, é importante pôr-se a par do que
os jovens pensam e conhecem. Faça um levantamento sobre
como a questão da sexualidade foi e é tratada
na família, sobre as curiosidades que a moçada
tem e as dificuldades para falar disso.
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Para
debater
Procure
saber a quais atrações da TV destinadas a orientação
sexual ou que vez ou outra enfoquem o assunto os alunos costumam
assistir. É possível que alguns mencionem o
Ponto P, da MTV, que tem grande penetração na
faixa etária deles. O que a turma acha do tipo de abordagem
dado pela apresentadora Penélope Nova? O que os estudantes
aprenderam de novo vendo o programa? Que benefícios
isso trouxe? Deixe claro que a missão desse bate-papo
televisivo é entreter o público, e não
propriamente orientá-lo sexualmente. Penélope,
embora algumas vezes entreviste médicos, psicólogos
e estudiosos do assunto, não tem formação
na área da sexologia, ao contrário de Sue Johanson,
que traz uma pesada bagagem acadêmica. Ressalte, ao
mesmo tempo, o papel dos apresentadores de rádio e
TV como formadores de opinião, que podem difundir um
pensamento padronizado entre a assistência. Que cuidados
devem ser tomados ao se ouvir uma afirmação
qualquer nesses meios? Entatize a necessidade de confrontar
essas verdades, buscando sempre outras referências.
Lembre que os apresentadores, mesmo bem-intencionados, acabam
passando conceitos pessoais, ou normas de conduta, nem sempre
válidos para todas as pessoas.
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Exercícios
e outras atividades
Peça
que a classe confronte o tipo de apresentação
do Ponto G descontraída, mas sujeita a resvalos
para opiniões pessoais com a dos programas em
que o assunto é tratado de forma acadêmica. O
primeiro atinge o grande público interessado e, digamos,
desinformado. O outro acaba restringindo-se a poucos espectadores,
a maioria deles já esclarecidos. Além dessa,
que outras diferenças existem entre os dois tipos de
atrações? Qual é, na visão da
classe, a forma mais próxima do ideal? Desafie os estudantes
a encontrá-la. Para tanto, sugira uma pesquisa das
principais questões levantadas pelo público
em geral e que são respondidas nos programas de TV.
Selecione algumas e proponha, como exercício de redação,
que cada aluno tente respondê-las.
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www.talksexwithsue.com/index2.html
Site oficial do programa Talk Sex, com Sue Johanson

Plano
de aula criado pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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