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Edição
1997, 28 de fevereiro de 2007
Interdisciplinar
- História e Física
Bomba
nuclear, a nova moeda de barganha
Debata
o que pode estar por trás do enriquecimento de urânio
no Irã

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Recrudescimento
das potências nucleares


Examinar
o surgimento de novas potências nucleares
e discutir os riscos desse fato |
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VEJA
comenta a preocupação do mundo diante da aceleração
do programa nuclear iraniano, que prevê a instalação
de 54 000 centrífugas, suficientes para montar vinte
bombas nucleares por ano. As intenções do governo
de Teerã contrariam o tratado de não-proliferação
de armas nucleares estabelecido pela ONU. A atualidade, amplitude
e gravidade do tema tornam sua abordagem obrigatória
em sala de aula.
Atividades
1ª aula - Divida a turma em grupos e oriente-os a
fazer uma primeira leitura da reportagem. Depois, conceda
alguns minutos para que cada equipe estabeleça discussões
internas a respeito do assunto. Se preciso, interfira de modo
a evidenciar a gravidade da situação. Em primeiro
lugar, comente o efeito das bombas atômicas, relembrando
as demonstrações do poder dessas armas em Hiroshima
e Nagasaki. Ressalte que, desde então, foram realizados
inúmeros testes controlados.
Depois, destaque o quadro "Uma
Nova Corrida Atômica", que indica
como o domínio da tecnologia nuclear pode se estender.
Peça que a turma liste todos os países que estariam
sujeitos às conseqüências, imediatas ou
não, de uma guerra nuclear. Realce que a situação
no Oriente Médio não se resume a uma disputa
entre judeus e palestinos. Entre as nações muçulmanas
também há divergências e intolerância.
Ainda com a ajuda do quadro, sugira que a moçada verifique
que países estariam de cada lado no caso de um conflito
entre Irã e Arábia Saudita.
A seguir, retome a leitura do texto no trecho referente às
possíveis ações americanas, que assinala
a dificuldade de encontrar aliados. Isso deve dar uma idéia
do envolvimento europeu na questão.
Se julgar conveniente, combine com o professor de Física
uma explicação sobre energia nuclear. Clique
aqui para acessar um roteiro de aula sobre o
tema.
2ª
aula - Pergunte por que há um receio generalizado
quanto à proliferação de armas atômicas.
Confira se os grupos registraram na aula anterior alguma menção
a esse medo. Examine o seguinte trecho do texto de VEJA: "Uma
combinação de fanático religioso e populista,
o presidente iraniano não parece ser do tipo que hesitaria
em apertar o gatilho nuclear. Como a comunidade internacional
deve reagir à intransigência iraniana?".
Aponte os momentos da Guerra Fria em que a humanidade temia
que um militar radical americano disparasse seu arsenal atômico
para pôr fim à ameaça soviética.
Na época, vale recordar, o filme Dr. Fantástico,
de Stanley Kubrick, fez sucesso com esse mote.
Encomende pesquisas na internet, orientando cada equipe a
escolher um relator para apresentar as conclusões à
classe. Indique algumas linhas de investigação:
O que é e quando foi criado o tratado de não-proliferação
de armas nucleares? Que países já possuíam
bombas e/ou a tecnologia para desenvolvê-las quando
o acordo foi assinado pela primeira vez? De que modo cresceu
a lista de potências nucleares? Que nações
se recusaram a assinar o documento? Qual é o papel
da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)?
De que mecanismos esse organismo se vale para determinar se
um país enriquece urânio ou realiza testes nucleares?
Como a Coréia do Norte reagiu às advertências
das Nações Unidas para abandonar seu programa
nuclear? Qual a potência estimada da bomba norte-coreana?
O que isso significa em comparação com os testes
atômicos realizados por outros países? De acordo
com a ONU, a Coréia do Sul mal ingressou no clube das
potências e já recuou em troca de ajuda econômica.
O que a nação conquistou com isso?
3ª
aula - Organize a explanação dos resultados
do estudo coletivo e reserve algum tempo para discutir o poder
político e estratégico que o domínio
da tecnologia nuclear confere às nações.
Mesmo àquelas que, como a Coréia do Norte, vivem
com a população abaixo dos índices sociais
mínimos. Faça ver que a bomba voltou a ser moeda
de barganha forte para a conquista de benefícios econômicos.
As propostas americanas e da ONU na negociação
com o Irã são prova disso.
Veja
também
Internet
site www.ifi.unicamp.br/~brito/cursos/F428/f428-2s98.html
relaciona uma série de filmes sobre a questão
nuclear, todos disponíveis em locadoras

Roteiro produzido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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