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Para
saber mais
Briga
antiga
Os problemas na
região da Palestina remontam à Antigüidade.
Tais atritos, porém, agravaram-se e começaram
a interferir nas relações políticas
internacionais logo após a I Guerra Mundial.
Em 1922, sob a chancela da Liga das Nações,
a área foi submetida ao controle da Inglaterra.
Os britânicos prometeram, na época,
criar um Estado hebreu, o que produziu um forte
afluxo judaico. O fato determinou também
o reinício dos atritos entre os árabes
locais, que eram maioria, e os judeus imigrantes.
Somente em 1947 a Organização das
Nações Unidas (ONU) resolveu o impasse:
nasceram um Estado judeu Israel
com mais de 50% do território e um Estado
árabe com aproximadamente 40%. Jerusalém
tornou-se uma área internacional.
Quando os ingleses
deixaram a região, Egito, Iraque, Jordânia,
Líbano e Síria, nações
árabes, uniram-se contra os judeus na I
Guerra Árabe-Israelense, iniciada em 1948
e encerrada no ano seguinte. Israel, vitorioso,
expulsou 1 milhão de palestinos
os que se refugiaram em outros países foram
recusados como cidadãos e os que permaneceram
em Israel viram-se marginalizados.
Em 1959, os palestinos
fundaram o grupo Al Fatah, liderado por Yasser
Arafat, para lutar a favor da criação
de um Estado autônomo e independente. Em
1964, com apoio do Egito e da Argélia,
surgiu a Organização para a Libertação
da Palestina (OLP), que estabeleceu no exílio
um verdadeiro governo paralelo, com parlamento
eleito pelo povo disperso. O ex-guerrilheiro Arafat
assumiu em 1969 o comando da OLP, que alcançou
gradativamente o reconhecimento da comunidade
internacional: primeiro das nações
árabes, em 1973, e depois da ONU, como
membro observador em 1975. No mesmo ano, as Nações
Unidas determinaram a criação do
Estado Palestino na área já fixada
em 1947. Israel ignorou a decisão, mantendo-se
irredutível até hoje.
Os choques entre
Israel e os palestinos sediados no Líbano
pioraram a partir do final dos anos 70. Os judeus
atacaram o Líbano e ocuparam parte daquele
país. Após as ofensivas israelenses
de 1982, a OLP dividiu-se em duas tendências
básicas: a facção liderada
por Arafat, que aceitava a criação
negociada de um Estado palestino com a permanência
de Israel, e os contrários a qualquer conversação
com o inimigo. As dificuldades políticas
internas e a perseguição israelense
geraram rebeliões na Cisjordânia
e em Gaza.
Qualquer análise
ou avaliação sobre o desenrolar
dos acontecimentos que tomem como premissa uma
definição do quadro político
da região implicará em erro. A trajetória
secular repleta de conflitos, muitas vezes inflamados
pelas conjunturas contemporâneas, não
permite estabelecer um cenário político
estável de médio e longo prazo.
Um exemplo evidente
dessa contradição é o confronto
entre Israel e a Palestina. Aparentemente, os
intensos conflitos de décadas impediriam
qualquer possibilidade de trégua entre
as partes. Mas, contrariando tal lógica,
em setembro de 1993 foi assinado em Washington
o Acordo de Paz entre o Estado judeu e a OLP.
Os problemas políticos, porém, não
desapareceram. A escalada de um certo nacionalismo
autoritário e do fanatismo religioso, presentes
em ambos os povos, radicalizam os ânimos
políticos e dificultam uma saída
pacífica. Em 1995, o assassinato do moderado
premiê israelense Isaac Rabin por um jovem
fundamentalista judeu significou o retorno dos
combates, que se multiplicaram pela região.
A eleição de Benjamin Netanyahu,
em 1996, deve ser compreendida como um retrocesso
nos esforços de paz tendência
acentuada com a escolha do atual primeiro-ministro,
Ariel Sharon.
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