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Edição
1795, 26 de março de 2003
Ciências
da Natureza, Matemática e suas Tecnologias, Biologia
Revele
o perigo oculto na
picada de alguns mosquitos
Os artrópodes
transmitem dengue, filariose, malária e outras moléstias
graves. Ensine a garotada a ficar bem longe deles
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Transmissão
de doenças; insetos vetores


Selecionar
e interpretar dados e informações
para enfrentar situações-problema


Identificar
o processo de transmissão de doenças
por meio de insetos e discutir formas de combate
a esses males |
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As águas de março
já fecharam nosso verão. Infelizmente, não
levaram junto uma série de doenças tropicais
que atormentam e muitas vezes matam os brasileiros.
Em comum, elas apresentam o fato de ser transmitidas por mosquitos.
Nesta edição de VEJA, ao lado do velho pesadelo
da dengue, são listadas outras quatro enfermidades,
seus vetores de transmissão e os meios mais eficazes
para enfrentá-los. Aprofunde em classe conteúdos
importantes ligados a essas ameaças voadoras, presentes
de norte a sul do país.
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Antes
da leitura de VEJA pelos alunos
Faça uma pequena revisão
dos conceitos de epidemia, endemia e ciclos de vida dos insetos.
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Para
debater
Apresente o texto "Os
Outros Mosquitos" e lance questões para
iniciar a discussão. Pergunte se alguém da turma
já foi vítima da picada do Aedes aegypti
contaminado com o vírus da dengue ou se conhece alguém
que passou por essa experiência. Peça que o aluno
conte como o mal se manifestou, de que forma foi combatido
e se o paciente faz idéia de onde estava quando foi
infectado. Será que o ambiente escolar ou a casa dos
estudantes propicia o desenvolvimento de focos da dengue?
Investigue se a garotada sabe como o mosquito transmissor
da moléstia se reproduz.
Genilton
J. Vieira/ Instituto Oswaldo Cruz/
Fiocruz
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Aedes aegypti
Mosquito
trasmissor da dengue e da febre amarela, também
é chamado de pernilongo-rajado, por ter o corpo
todo preto com linhas e articulações brancas.
Reproduz-se em águas paradas e limpas
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Aborde cada uma das enfermidades
listadas pela revista. Se a escola estiver localizada numa
das regiões mencionadas na reportagem, repita o procedimento
descrito acima. Ouça os relatos e recorde alguns fatos
que repercutiram bastante em 2002 envolvendo
um turista argentino. Ele visitou o Brasil a partir da Região
Norte e, já em São Paulo, sentiu febre, calafrios
e náuseas. Havia contraído malária. Apesar
do diagnóstico, o viajante foi liberado pelos médicos
e seguiu para a costa norte do Estado. Quando sua condição
se tornou pública, houve um certo pânico entre
a população caiçara. As autoridades sanitárias
promoveram uma verdadeira caçada ao turista, pois temiam
que sua infecção contagiasse outras pessoas,
alastrando-se pela região. Por sorte, a história
teve um final feliz, sem conseqüências mais graves.
Provoque opiniões: esse episódio não
traduz certa negligência no tratamento das epidemias
e endemias no país? A turma conhece casos similares?
Os jovens têm conhecimento
de exigências legais que vão além da vacinação
que preceda viagens a locais de potencial contágio?
E com relação às populações
indígenas, como se dá a prevenção
e o combate às endemias?
Informe que uma variação
do mosquito Anopheles também é encontrada no
litoral paulista. Nos últimos dois anos, foram identificados
casos de malária na região fenômeno
que não ocorria havia tempos. Por que a notícia
preocupa?
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Divulgação/
Naid,Nih
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Anopheles gambiae
Responsável pela propagação
da malária: o corpo exibe tonalidade marrom-escura
e a cabeça apresenta três longos aparelhos
bucais. Pousa com o corpo inclinado para a frente sobre
a pele da vítima
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Ressalte os lugares onde a
filariose se faz mais presente. Explique que em algumas dessas
capitais provavelmente existem sombras de matas com "reservas"
da doença. Para complicar, as condições
sanitárias na periferia desses centros urbanos não
são das melhores o que colabora com a proliferação
dos mosquitos. Se achar conveniente, organize um mutirão
na escola e no entorno e ponha em prática
as técnicas de combate à moléstia sugeridas
pela revista.
Amplie o debate, ressaltando
que a transmissão de uma doença pode ocorrer
de forma direta ou indireta. Um exemplo de contágio
direto é o da pneumonia (proponha a leitura da reportagem
"Inimigo
Desconhecido", na pág. 106 de VEJA).
Ajude os estudantes a perceber que a transmissão indireta
se dá por intermédio de um "transportador"
geralmente um mosquito, chamado de vetor. É
ele que conduz os microorganismos infectantes presentes em
animais ou pessoas doentes. Explore os exemplos divulgados
pela revista e aborde outra enfermidade grave propagada por
transmissão indireta: a doença de Chagas. Ela
é causada pelo tripanossomo, protozoário que
se aloja no Triatoma infestans, o popular barbeiro. Ao picar
o ser humano, o inseto contaminado libera fezes contendo mais
protozoários. Quando coça o local, a vítima
permite que eles penetrem no organismo. Se outro barbeiro,
sadio, também picar essa pessoa infectada, o ciclo
recomeça.
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Holt
Grantsan
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Triatoma infestans
Popularmente conhecido como barbeiro,
serve de vetor para o tripanossomo, um protozoário
que se instala no organismo através da pele,
entra na corrente sanguínea e se aloja no coração
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Exercícios
e outras atividades
Divida a turma em grupos. Encarregue
cada um de levantar estatísticas e outros dados relativos
a uma das doenças citadas por VEJA. Estabeleça
os parâmetros: total de pessoas infectadas por região,
número de mortes e tratamentos bem-sucedidos, fatores
pontuais de propagação etc.
De posse das informações
colhidas, proponha que a turma desenhe um mapa das doenças
endêmicas do Brasil e que crie sugestões de campanhas
para cada caso. A linguagem deve ser a mesma para todas as
regiões? Qual é o veículo de comunicação
mais eficiente para o sucesso da empreitada? Se achar necessário,
convide um especialista para tirar as dúvidas da moçada
sobre o tema.
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Paulo
Jares
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Divulgação
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Índio
ianomami padece com febre amarela no norte do país
(à esq.): a doença é propagada
pelo mesmo mosquito que transmite a dengue. Acima, barco
com agentes sanitários atende a população
da Amazônia
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