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VEJA NA SALA DE AULA
     
 


Edição 1957, 24 de maio de 2006

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - Biologia

Atitudes que deprimem

Mostre que a produção tem laços estreitos com
as conquistas técnicas na sociedade brasileira


Sinal de Alerta na Academia

Duas aulas de 50 minutos


Depressão e efeitos das endorfinas no corpo humano


Reconhecer atitudes individuais que interferem na própria saúde

Com base numa pesquisa acadêmica, VEJA afirma que a interrupção da prática regular de exercícios físicos pode causar sintomas típicos de depressão. Repasse a informação para a turma e debata atitudes ligadas ao prazer e ao estresse.

Alfred Pasieka/ SPL/ Stock Photos
Endorfinas: pergunte se a falta desses neurotransmissores pode configurar uma forma de síndrome de abstinência

Atividades

1™ aula - Peça que a garotada leia a reportagem. Ressalte que o texto não traz grandes novidades em termos de conhecimento científico. Se a atividade física proporciona bem-estar – um fato amplamente comprovado –, o inverso parece bastante razoável.

Relembre que a liberação de neurotransmissores relacionados ao prazer, nesse caso, é comparável a qualquer outro “vício”: existe uma recompensa na forma de prazer. Drogas, compras e jogo são outros bons exemplos. Podemos dizer, então, que os sintomas apresentados pelos personagens do texto de VEJA configuram um tipo de síndrome de abstinência? Essa é a primeira questão a ser debatida. Organize a classe em pequenos grupos para iniciar a discussão. As conclusões de cada equipe serão expostas a todos após um prazo predeterminado por você.
Em seguida, diga que, para muita gente, comer significa mais do que se alimentar. Nesse sentido, as refeições tornam-se momentos de lazer, festas familiares, encontros de amigos, reuniões de negócio e até oportunidades para descarregar raivas e ansiedades. Será que os exercícios físicos também podem ter outras funções, além do investimento na saúde? Que elementos do texto reforçam essa hipótese?

Explique que os sinais de depressão (fadiga, irritabilidade e insônia) são mais freqüentes em indivíduos sedentários. Chame a atenção para os entrevistados de VEJA: eles deixaram a malhação de lado, abandonaram a companhia dos colegas de academia e passaram a trabalhar muito mais. Aparentemente, trocaram uma vida cotidiana interessante para se dedicar a rotinas estressantes. Mesmo podendo realizar sozinhas as atividades físicas, essas pessoas se sentiram desestimuladas. A intenção delas era apenas cuidar da aparência física e/ou da saúde? Por que geralmente nos furtamos a queimar calorias de maneiras simples, como caminhar até a padaria ou subir, pé ante pé, a escada do shopping? Em vez disso, usamos respectivamente o carro e a escada rolante. Atividades físicas assim não liberam endorfinas? Essas perguntas devem alimentar a polêmica.

2ª aula – Para não ficar no campo da especulação, proponha a realização de uma pesquisa. Convide os jovens a conversar com pessoas que substituíram hábitos prazerosos por outras coisas. Um oportuno material humano são os colegas do 3º ano do Ensino Médio, que estudam intensamente para o vestibular. A conclusão mais provável é que muitos aparentemente apresentem sintomas de depressão – o que corrobora a tese anunciada por VEJA.
Por fim, recorde que a depressão é uma doença mental e só pode ser diagnosticada por psicólogos e psiquiatras.

Aula sugerida por Marco Antonio Villa, professor de História da Universidade Federal de São Carlos (SP)

 
 
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