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Edição 2009, 23 de maio de 2007

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - Química e Biologia

Contra a dependência

Discuta os mecanismos cerebrais que estimulam o consumo de drogas


Para Desligar o Circuito do Vício

Três aulas de 50 minutos


Neurotransmissores relacionados ao vício


Examinar os mecanismos cerebrais envolvidos na estimulação ao consumo de drogas

Entrar num vício é um processo rápido e passa quase despercebido, principalmente porque se dá, na maior parte das vezes, ainda na adolescência. Sair dele, porém, pode ser uma meta inatingível, uma empreitada torturante que inclui inúmeras recaídas. Por que elas se dão? VEJA recorre aos mecanismos cerebrais responsáveis pelo vício para mostrar como agem os novos medicamentos que prometem maior eficácia no combate à dependência. Nessa guerra, nada mais eficaz do que usar as armas do inimigo: a química. Convide a turma a examinar o tema e discutir os efeitos da droga no organismo e as conseqüências sociais de seu consumo.

Atividades

1ª e 2ª aulas - Inicie perguntando o que os alunos pensam da proibição de propaganda de cigarros nos meios de comunicação. Eles consideram a medida eficaz? Há fundamentos científicos que comprovem que imagens de pessoas fumando podem estimular o consumo de tabaco, ou tudo não passa de exagero? Faça um levantamento das opiniões da garotada a respeito de vícios de naturezas diversas, manifestados em comportamentos compulsivos. Comer excessivamente, por exemplo, é uma fraqueza do indivíduo ou a resposta do organismo a uma doença? Ouça os palpites e convide os jovens a ler a reportagem. Ao final, verifique se todos perceberam a comprovação científica da influência das cenas de cinema e TV sobre as pessoas. Isso é evidenciado nas tomografias computadorizadas em dois grupos de cocainômanos. Ressalte que, embora o experimento não tenha abrangido consumidores de cigarros, o efeito em ambos os casos é semelhante. Isso porque os vícios têm um traço comum: o aumento da síntese de dopamina, a chamada "substância prazerosa" responsável pela dependência neuronal. Cabe lembrar, é claro, que tais efeitos se fazem notar em pessoas viciadas. É provável que as tomografias nada revelassem se o mesmo experimento fosse realizado com não fumantes e não usuários de drogas. Conte que há estudos demonstrando a influência de imagens semelhantes sobre ex-fumantes - elas podem induzi-los a recaídas, pois a dopamina não se concentra numa região do cérebro, está presente também nos centros ligados à memória. Diversos sites mostram a ação das drogas sobre o cérebro por meio de animações e fotos. Um deles, o Cerebromente, pode ser acessado clicando aqui. O texto refere-se a novos medicamentos ainda em desenvolvimento para o combate a vícios em outras substâncias, como o álcool e o ecstasy. Eles devem atuar sobre o neurotransmissor GABA. Explique que se trata do ácido gama-aminobutírico, presente em quase todas as regiões do cérebro. A redução dessa substância pode gerar convulsões e levar ao consumo de drogas. Tais medicamentos devem favorecer a síntese do ácido, que está envolvido com os processos de ansiedade. Aproveite o momento para encomendar uma pesquisa sobre a atuação dos neurotransmissores. Imagens e informações podem ser obtidas no site Anatomia e Fisiologia Humanas.

3ª aula - Concentre-se nos gráficos da reportagem relativos aos danos físicos e mentais provocados pelas drogas. Discuta, caso a caso, as três variáveis mencionadas (prejuízos ao organismo, dependência e danos sociais). Chame a atenção para o fato de que se trata de um estudo comparativo, pois males sociais e ao organismo certamente dependem também do grau de consumo. Peça que a garotada assinale na tabela as substâncias legalizadas e as proibidas. Álcool e nicotina, cujo comércio é permitido, apresentam valores próximos no que se refere a danos ao organismo, relativamente menores do que os produzidos pelo uso de cocaína. No entanto, os resultados são mais nefastos quando se leva em consideração o número de mortes anuais associados a cada droga. Proponha que os estudantes levantem esses números e debata a questão: se as drogas ilegais tivessem o consumo liberado, esses valores seriam os mesmos? A descriminalização não teria como conseqüência o aumento do número de óbitos por consumo de drogas? Nessa perspectiva, o que podemos concluir a respeito das novas drogas para combater as substâncias nocivas?

Roteiro criado pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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