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VEJA NA SALA DE AULA
     
 


Edição 2009, 23 de maio de 2007

Ciências Humanas e suas Tecnologias - Comportamento

Gastos compulsivos

Defina consumismo e questione os estudantes sobre as reais necessidades humanas no mundo contemporâneo


Não Parece, Mas Homem Gasta Mais

Duas aulas de 50 minutos


Consumismo


Compreender e discutir o conceito de consumismo

A reportagem de VEJA indica diferenças comportamentais entre homens e mulheres relativas ao consumo. O que isso revela de importante? Organize uma discussão com a classe para buscar respostas a essa e outras questões.






Beto Uechi / Pingado

Atividades

1ª e 2ª aulas - Antes de partilhar o texto da revista com a garotada, explique que, até pouco tempo atrás, o espírito crítico dominante no mundo preconizava que consumir é futilidade. Segundo a mesma visão, estudar os hábitos relacionados ao consumo constituiria uma futilidade pseudocientífica. Felizmente, essa fase já está superada. Além de facilitarem a compreensão da dinâmica econômica das sociedades, as pesquisas ligadas ao tema ganharam outro status. Percebe-se, agora, que a avaliação dessas práticas é uma porta de entrada para o entendimento da realidade contemporânea de modo geral.
Após a leitura de VEJA, faça a mediação dos seguintes debates:

  • Consumo compulsivo – a reportagem emprega essa expressão para se referir a um suposto comportamento feminino. Logo, vale a pena examinar o consumismo. Esse é o termo clássico que denomina a “doença” das aquisições frívolas, exibicionistas e elitistas. Dentro dessa lógica, existe um consumo aceitável. Então, qual é o limite entre ele e o consumismo? A análise não é simples. Afinal, quais são, hoje, as necessidades humanas? Proponha que os estudantes tentem defini-las. São as mesmas dos nossos avós, dos nossos antepassados? Elas valem para todos os grupos sociais, de cada cultura? E se o raciocínio for aplicado às diferentes faixas etárias? Leve a moçada a perceber que é praticamente impossível estabelecer as necessidades humanas de consumo, tamanha a variedade de respostas que encontraremos nessa busca. E mais: na sociedade moderna, o dinamismo econômico implica um crescimento vertical dos mercados. Em outras palavras, os dispositivos que movem a economia procuram estimular as pessoas a comprar sempre mais. Mas elas só o farão se sentirem necessidade. E quem, até um passado bem recente, precisava tanto de telefone celular, Ipod, computador pessoal e vários outros bens que hoje parecem indispensáveis?


  • A crítica mais contundente ao consumo no mundo moderno afirma que ele se tornou um modo de vida. Nesse contexto, não compramos para viver bem, mas vivemos e trabalhamos para comprar - e talvez tenhamos que trabalhar cada vez mais para sustentar esse ciclo vicioso. Se tal tendência se confirmar, o consumismo vai mesmo enfeitiçar os homens. E as mulheres, resistirão ao encanto?

  • Questões de gênero - até que ponto a diferenciação de comportamento entre eles e elas se sustenta? Isso só faz sentido em certos segmentos sociais e de renda. Sabe-se que, nos estratos mais pobres da população, a desagregação familiar reserva a muitas mulheres o papel de provedoras e, portanto, de consumidoras que abastecem o lar. Nas esferas endinheiradas, por sua vez, as discrepâncias diminuem. Ainda assim, não custa nada separar os tradicionais hábitos de consumo por gênero. Por exemplo: a ala masculina sonha com bebidas e charutos importados, enquanto a feminina pensa em jóias e cosméticos. O texto de VEJA ressalta a personalidade de pechincheira da mulher. Porém, se o consumismo imperar, todos - independentemente de sexo - sairão para comprar em shoppings por diversão. Logo, vão pechinchar em condições de igualdade e investir no "desnecessário". Eis um bom tema para continuar a discussão. Ao final, encomende textos dissertativos sobre o que foi aprendido.

  • Atividades sugeridas pela geógrafa Fernanda Padovesi Fonseca, professora do UniFIEO, de Osasco (SP), e autora de livros didáticos


     
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