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Edição 2013, 20 de junho de 2007

Ciências Humanas e suas Tecnologias - Geografia e Mercado de Trabalho

A hora e a vez dos barnabés

Discuta as mudanças no país que resultam na melhora de condições do funcionalismo público


Cinco Milhões Querem o Governo como Patrão

Três aulas de 50 minutos


Funcionalismo público e empregos no setor privado


Comparar e discutir as diferenças entre o emprego público e o privado

Antes considerado uma opção de pessoas mais velhas, já em fim de carreira na iniciativa privada, o ingresso no serviço público vem atraindo muitos jovens. VEJA explica o porquê dessa tendência e compara as condições salariais nos dois casos, ao mesmo tempo que revê a trajetória do funcionalismo no Brasil. Por um lado, os números dão pistas da forte presença do estado na economia e, por outro, permitem refletir sobre o mercado que aguarda seus alunos.


Atividades

1ª e 2ª aulas - Para começo de conversa, fale com os estudantes a respeito das futuras pretensões profissionais de cada um. Que salário eles esperam receber na atividade escolhida? Destaque as manifestações de interesse pelos serviços públicos e privados e peça que justifiquem a escolha. O que os atrai para uma ou outra opção: o salário, a estabilidade, o envolvimento com a profissão ou a possibilidade de construir uma carreira? Registre e tabule as respostas de forma que seja possível estabelecer preferências por tipo de trabalho e faixa de remuneração esperada.

Discuta os prós e contras do funcionalismo. É possível que surjam questões como burocracia exagerada, corrupção etc. Em seguida, convide a classe a ler a reportagem. Ali, os altos e baixos da carreira pública no Brasil estão associados a períodos da nossa história que merecem ser repassados, pois constituem um esboço da presença do estado na economia nacional. Uma vez completada essa retrospectiva, realce os aspectos que mais estimulam o ingresso na carreira pública, como salários, estabilidade e oportunidade de progresso pessoal e profissional. Ao mesmo tempo, enfatize a contrapartida representada pelo enfraquecimento da iniciativa privada, na qual os trabalhadores estão sujeitos à elevada rotatividade, em muitos casos porque as empresas não conseguem arcar com os elevados tributos. Cada um desses itens merece uma boa reflexão. Quem não teve a situação econômica familiar ameaçada ou seriamente prejudicada porque o pai ou a mãe perdeu o emprego? Quantas queixas de estagnação profissional ou trabalho desinteressante eles já ouviram?

O quadro "Quem Paga Mais" permite algumas considerações interessantes. Além das distinções de remuneração entre os servidores do estado e os da iniciativa privada, é possível perceber maior distanciamento salarial entre as várias profissões. No serviço público, um advogado ganha sete vezes mais do que um auxiliar de escritório, ao passo que no setor privado essa proporção despenca para quatro vezes. Como a turma avalia a discrepância tão acentuada no primeiro caso? Ela não acarreta concentração da riqueza e má distribuição da renda?

Peça que os jovens observem o quadro "Os Empregos que Todos Querem" e investiguem a formação escolar necessária para ocupar cada cargo. Quais setores oferecem mais vagas e quais têm maior número de candidatos por vaga? É possível notar que as funções que pagam salários elevados são bastante concorridas. No entanto, a disputa parece ser mais acirrada para as profissões de menor remuneração. Alguém sabe explicar por quê?

Para finalizar, examine o quadro "Os Bons e Maus Exemplos" para discutir os avanços e descaminhos do funcionalismo no contexto da afirmação de Paulo Tafner, do Ipea: "No serviço público, faltam procedimentos rotineiros de qualquer empresa privada, como dimensionar a demanda por um determinado serviço, estabelecer metas e cronogramas e acompanhar resultados".

Roteiro criado pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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