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Edição 2030, 17 de outubro de 2007

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - Física, Química e Biologia

Mundos distantes? Nem tanto

Examine com a turma os estudos laureados com o Nobel e sua relação com nosso cotidiano


Prêmio à Vida Prática


Duas aulas de 50 minutos


O Prêmio Nobel e o papel da Ciência


Discutir o trabalho científico e sua relação com o cotidiano

VEJA dá uma dica tentadora aos professores quando publica o comentário do cientista francês Albert Fert, o Nobel de Física deste ano. Ao saber que tinha sido laureado com o prêmio, o estudioso disse aos alunos que portavam iPods que estudar Física era poder entender como funcionava ao aparelhinho portátil. Queixar-se de ter que estudar mostra que os estudantes têm questionamentos com relação ao que aprendem. Evidencia, ainda, um certo distanciamento dos conteúdos com o que a garotada aprende no dia-a-dia. Essa lacuna também se observa nas pesquisas científicas que freqüentemente só mostram resultados práticos muitos anos depois de feitas, como relata a reportagem. A leitura do texto sobre os agraciados com o Prêmio Nobel em Física, Química e Medicina é uma forma de aproximar a turma do que se produziu na ciência há algum tempo e hoje pode ser desfrutado por todos.

Atividades

1ª e 2ª aulas - Para iniciar, verifique a imagem que os alunos fazem do cientista. Será que eles imaginam que o profissional vive "no mundo da lua" e das equações, distante de coisas que eles gostam, como um iPod? Explore um pouco essa visão deles e, em seguida, convide-os à leitura da reportagem. Se achar conveniente, faça depois um rápido histórico do Prêmio Nobel. Há um plano de aula deste guia que pode ser acessado clicando aqui.

Chame a atenção para as datas assinaladas no texto indicadoras da época em que as pesquisas foram realizadas. Ressalte que, além de as investigações exigirem muito tempo para apresentar resultados confiáveis, a absorção destes pelos diversos ramos tecnológicos é também demorada.

Convém esticar o assunto e mostrar à moçada as várias etapas envolvidas no trabalho de um cientista, que vai desde a escolha de um objeto de pesquisa e a obtenção de verbas e equipamentos pela instituição na qual será realizada, até a coleta de dados e o confronto com as estimativas teóricas. Enfim, há inúmeros passos entre uma hipótese formulada pelo pesquisador e a comprovação dela.
Aprofunde, então, a explicação em torno das descobertas. Isso poderá ser feito pelos professores de Física, Química e Biologia separadamente. Uma sugestão é solicitar aos alunos que pesquisem a respeito delas e tragam suas dúvidas para examinar na aula seguinte.

Na aula de Física, é interessante dizer que o estudo desenvolvido pelo cientista francês Albert Fert e pelo físico alemão Peter Grünberg relativo à magnetorresistência explora os estados quânticos de spin do elétron. Há dois deles, representados por números quânticos +1/2 e -1/2. Lembre-os que esses estados podem ser associados ao sistema binário de dígitos 0 e 1, usado na codificação de dados dos computadores. Isso pode dar uma idéia bastante superficial do que é tratado na spintrônica (ou magnetrônica), mas serve para ligar a teoria à prática.
O professor de Química pode lembrar da importância dos catalisadores nos processos industriais. Cerca de 30% das reações químicas só ocorrem com a presença deles e a investigação do fenômeno no nível atômico das superfícies é um campo de estudo bastante promissor.

Na aula de Biologia, a questão que deve emergir é a do nocaute de genes. Como explicação inicial faça uma representação dos genes como algo que pode ser ligado ou desligado. Ao se fazer isso, um gene por vez, é possível observar as mudanças que ocorrem no animal e relacioná-las com o surgimento de doenças.

Plano de aula preparado pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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