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Edição 2018, 15 de agosto de 2007

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - Biologia

Paternidade em xeque

Avalie as mudanças na linha evolutiva do homem trazidas pela descoberta de dois fósseis no Quênia


Reviravolta na Evolução


Três aulas de 50 minutos


Evolução e árvore filogenética dos hominídeos


Conhecer e discutir as recentes mudanças na linha evolutiva do homem

A história das teorias evolutivas sofre, de tempos em tempos, desvios de percurso por causa de uma nova interpretação das características de algum vestígio pré-histórico ou do achado de um fóssil. Uma e outra permitem que os pesquisadores comecem a juntar os elos capazes de explicar as relações entre os atuais habitantes do planeta e seus antepassados. Ao mesmo tempo que jogam luz sobre o assunto, as descobertas abrem um sem-fim de indagações, o que torna o campo da paleontologia sempre intrigante. Os dois fósseis encontrados no Quênia, noticiados por VEJA, confirmam a regra. Eles provam a coexistência de duas espécies de hominídeos que, até agora, pareciam pertencer a épocas distintas. A reportagem oferece dados para você rever com a garotada a linha evolutiva do homem.


Atividades1ª e 2ª aulas - Comece partilhando com os alunos a leitura do quadro "Mudanças na Família". Explique que se trata da nova árvore filogenética homínida e, em seguida, convide-os à leitura do restante da página. Enfatize as épocas em que viveram o Homo habilis e o Homo erectus e apresente algumas diferenças morfológicas. Por exemplo:

  • Volume craniano, menor no primeiro; e

  • Hábitos alimentares - a dieta do Homo erectus, mais variada, incluía carne e vegetais, enquanto a do Homo habilis era predominantemente vegetariana. Comente que tais conclusões são corroboradas pelos tipos distintos de dentes e mandíbulas das duas espécies. Essa divergência na alimentação explica, em parte, a possibilidade de coexistência de ambas, que provavelmente ocupavam nichos diversos uma da outra.


  • Converse também a respeito do dimorfismo sexual - nos dois casos, os machos eram muito maiores que as fêmeas -, característica que se repete entre os macacos de grande porte.

    Pergunte, então, por que as recentes descobertas no Quênia permitem concluir que o Homo habilis não faz parte da linha evolutiva do ser humano. Conte que a hipótese mais aceita até hoje dava conta de que essa espécie foi extinta antes do surgimento do Homo erectus. Os fósseis agora encontrados sinalizam, no entanto, que a evolução do Homo habilis não se deu lentamente em direção ao Homo erectus e depois ao Homo sapiens.

    Faça ver que o gênero Homo é constituído por várias espécies, das quais a única que se manteve foi o Homo sapiens sapiens. Algumas não tiveram seqüência na linha evolutiva - caso do Paranthropus boisei, que não deixou descendentes. A árvore filogenética publicada por VEJA sugere o mesmo em relação ao Homo habilis.
    Explique que a ocorrência de alterações na teoria da evolução humana não é um fato incomum. Até a década de 1950, acreditava-se que o Homo neanderthalensis fosse um ancestral do homem moderno.

    Divida a turma em equipes e sugira que todas procurem construir uma árvore filogenética dos hominídeos tão completa quanto possível, incluindo imagens de fósseis que as identificam. Essa coleção de fotos será útil para discutir as características morfológicas das espécies. O site do Museu Smithsoniano de História Natural, em inglês, pode servir de referência. Embora essa página eletrônica ainda não mencione a recente descoberta e as modificações decorrentes dela, oferece um panorama bastante amplo da evolução do ser humano.

    3ª aula - Compare os resultados obtidos pelos grupos e elabore um painel sobre o tema. O material pode ficar exposto em algum ponto de grande movimento da escola.
    É interessante dedicar um tempo à revisão das técnicas utilizadas para datação de fósseis. Elas podem ser relativas (como ocorre no método estratigráfico, que permite comparar a idade de uma peça com a de outra por ocuparem determinadas camadas do solo), ou absolutas. Estas se referem aos procedimentos baseados na radiatividade de elementos químicos.

    Roteiro desenvolvido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


     
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