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Edição
1995, 14 de fevereiro de 2007
Ciências
Humanas e suas Tecnologias - História, Geografia
e Política
Viagem
à terra dos arianos
Debata
as perspectivas do Irã à luz de sua história
milenar

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Política
e hábitos sociais iranianos


Analisar
a história do Irã e discutir
prognósticos para seu futuro |
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VEJA
faz um balanço da situação atual do Irã,
que voltou a atrair a atenção do planeta com
a ameaça de fabricar a bomba nuclear. O país
enfrenta as contradições do isolamento imposto
pela ditadura dos aiatolás: nas ruas, todos seguem
normas rígidas, enquanto na intimidade muita gente
se deixa seduzir por práticas ocidentais. Embarque
com a garotada por uma viagem virtual por Teerã e arredores..
Atividades
1ª
e 2ª aulas - Adiante que o tema da aula é
o Irã, cujo nome significa "terra dos arianos".
Isso se deve ao fato de o território, habitado desde
tempos pré-históricos, ter sido conquistado
por volta de 1500 A.C. por esse povo de origem indo-européia
que ali permaneceu. O senso comum costuma associar as origens
da nação aos árabes, mas eles invadiram
a Pérsia - antigo nome do Irã - bem mais tarde,
no século VII. Uma rápida retrospectiva da história
do país, mencionando as sucessivas ocupações
que sofreu desde Alexandre, o Grande, pode ser proveitosa
para os estudantes. Conte que a formação da
população iraniana inclui árabes, mongóis,
afegãos, portugueses e russos, entre muitos outros.
Depois leia a reportagem com a turma. Focalize o cenário
do século XX, que inicia com Reza Pahlevi, em 1905,
e o despertar do interesse ocidental pelo Irã por causa
de suas reservas petrolíferas. Convém acentuar
a marcante interferência dos Estados Unidos ao conduzir
ao trono Mohammad Reza Pahlevi, filho do primeiro, e que melhor
atendia aos interesses de Washington na região. O xá
permaneceu no poder até 1979, quando teve início
a revolução dos aiatolás e, sobretudo,
a disseminação do antiamericanismo. Ruhollah
Khomeini ditou as regras até 1989 e foi sucedido por
Ali Khamenei. Proponha, para a aula seguinte, um estudo em
grupo sobre o sistema político no Irã atual,
enfatizando a divisão de poderes e as atribuições
dos mandantes. É interessante que todos reconheçam
as características da ditadura do país e percebam
as diferenças que separam de outros regimes autoritários
não orientados por crenças religiosas.
3ª
aula - O texto de VEJA é suficientemente abrangente
para que a classe tenha uma boa visão do Irã
contemporâneo, onde coabitam o clamor pela liberdade
em determinadas camadas da população e a fé
cega da imensa maioria, o que dificulta as mudanças
sociais. É importante a compreensão da dificuldade
de conciliar a religião ali adotada, imposta pelo medo,
com as tentações da modernidade, que aiatolá
algum consegue impedir. Apesar das restrições
quanto à recepção de programas de TV
estrangeiros, as antenas parabólicas estão invadindo
as casas iranianas. Para os jovens brasileiros, naturalmente
rebeldes em relação às normas que bloqueiem
seus impulsos, imaginar-se vivendo no Irã pode ser
revoltante, principalmente no caso das meninas. É bom
lembrar, no entanto, que retrocessos impostos por governantes
também afetam nações tidas como, digamos,
mais abertas. Nos EUA, convém ressaltar, escolas de
muitos estados hoje adotam com fervor a teoria criacionista.
A evolução das espécies não faz
parte de seu ensino. Apresente essa questão e convide
a moçada a levantar exemplos de intromissão
do poder público (ou de qualquer poder) nos hábitos
pessoais.
Em seguida, estimule os estudantes a estender sobre o Irã
um olhar livre de preconceitos. Eles podem descobrir valores
positivos que ali sobressaem, desde econômicos até
culturais e sociais. Se, de um lado, as possibilidades de
diversão juvenil limitam-se a esquiar na neve das montanhas,
de outro, apesar do controle do Estado, o país oferece
boas oportunidades de desenvolvimento intelectual. É
o caso do cinema. Ao lado disso, destaca-se o baixo índice
de violência urbana.
Por
fim, proponha dois temas para debate:
1. Com tanto petróleo, o Irã
pode prescindir da energia nuclear. Isso é um forte
indício de que o governo de Mahmoud Ahmadinejad está
atrás da bomba. Qual é a opinião geral?
Os americanos têm o direito de intervir militarmente,
a exemplo do que fizeram no Iraque? O mundo pode restringir
o acesso de alguns países aos artefatos nucleares em
longo prazo? É justo que se faça isso? Que organismo
tem autonomia para exercer esse controle? E quem manda, de
fato, nessa entidade?
2.
Que futuro os adolescentes prevêem para os costumes
sociais no Irã? Se os aiatolás sobreviverem
à perseguição da Casa Branca, pode haver
mais endurecimento nos hábitos? Ou, apesar dos períodos
de retrocesso, eles convergem sempre para o aumento das liberdades
individuais e coletivas?

Roteiro sugerido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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