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Edição 2022, 12 de setembro de 2007

Linguagens e Códigos e suas Tecnologias - Língua Portuguesa

Revolução nas letras

Debata com a turma as mudanças na linguagem escrita propostas pela reforma ortográfica


A Riqueza da Língua


Três aulas de 50 minutos


Repertório vocabular e reforma ortográfica


Analisar e discutir os prós e contras do acordo de unificação ortográfica dos países de língua portuguesa

VEJA levanta as vantagens e desvantagens do acordo de unificação ortográfica dos diversos países que adotam o português como idioma oficial. A reportagem assinala que, paralelamente a essa transformação imposta de forma burocrática, cuja oportunidade é discutível, a escrita vem sofrendo transformações naturais e profundas, geradas pela internet. Embora o prazo para adoção da nova ortografia tenha sido postergado, nunca é cedo demais para analisar o tema com a garotada.


Atividades

1ª e 2ª aulas - A leitura coletiva da reportagem suscita, de início, uma discussão sobre a importância da competência lingüística nas diversas atividades. Por que isso costuma ser decisivo nos testes de admissão das grandes empresas? Peça que todos avaliem o quadro "Ascenção pelo Vocabulário", salientando que as palavras são ferramentas da comunicação verbal, que permitem o fazer-se compreender: quanto maior o arsenal do emissor, mais objetivo seu discurso se torna.

Depois, examine as mudanças propostas pela reforma ortográfica e verifique o que os estudantes pensam a respeito. Faça um levantamento estatístico das mudanças que são bem-vindas e peça justificativas. Quais alterações podem gerar confusão? Quem vê vantagens na eliminação do trema? Chame a atenção para o fato de que esse sinal diacrítico nos possibilita distinguir a pronúncia de certas palavras escritas. Como saber se a letra u é ou não um fonema em vocábulos como lingüística e conseguir? Assinale que, em Portugal, o uso do trema foi abolido em 1946. Lá também não são empregados acentos em ditongos abertos éi e ói em palavras paroxítonas.

Vale comentar algumas dificuldades da linguagem escrita que não serão resolvidos. É o caso dos problemas pertinentes à representação de vários fonemas por um único grafema (o x em exame, enxame, texto e tóxico, por exemplo). O que pensa a moçada: a grafia deveria ser mais próxima da expressão oral? Lembre que a escrita capaz de reproduzir a fala pode simplificar bastante o aprendizado e a comunicação, mas traz o inconveniente da multiplicidade de transcrições gráficas. Muitas palavras teriam representações distintas em cada uma das regiões brasileiras: colégio viraria culégio no Rio de Janeiro e cólégio na Bahia, o que renderia confusão. Diga que a idéia geradora das mudanças é a unificação da escrita do idioma falado em vários países (embora algumas palavras pronunciadas com vogal aberta em Portugal e fechada no Brasil permaneçam com grafias diferentes).

3ª aula - Organize uma rápida retrospectiva das reformas ortográficas oficiais no português do Brasil, introduzidas em 1919, 1943 e 1971. O argumento de que a mudança ortográfica facilitaria o uso e a divulgação da língua é válido? Compare nosso idioma com o inglês, que apresenta duas ortografias - a britânica e a americana -, ambas tradicionais e inalteradas há tempos. Realce que a padronização pretendida pelas novas leis ortográficas vai retirar parte das expressões escritas que revelam as marcas da pátria e da história de cada país.

A diferença entre as mudanças naturalmente introduzidas no vocabulário e na expressão escrita podem render um debate baseado no quadro "Uma Revolução sem Gramática". É interessante consultar, antes, um plano de aula que analisa os códigos típicos dos blogueiros.

 

Propostas apresentadas pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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