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Edição 2029, 10 de outubro de 2007

Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - Física

Poluição invisível

Examine com a garotada o mal que as ondas eletromagnéticas causam ao organismo


Imersos na Eletricidade


Duas aulas de 50 minutos


Campos eletromagnéticos


Analisar como se produzem as ondas responsáveis pelo electrosmog e os possíveis riscos que ele oferece

A reportagem de VEJA discute os efeitos de uma nova forma de poluição, o electrosmog – ou neblina eletromagnética. É difícil lutar contra ela porque não basta fechar os olhos ou tapar os ouvidos para fugir de seus malefícios. Estamos imersos e sendo bombardeados continuamente por ondas de alta e baixa freqüência e há quem diga que isso pode ser perigoso. O quadro apresentado traz dados interessantes para examinar com a moçada as características físicas dessas ondas e os prováveis efeitos biológicos delas em nosso organismo.

Atividades
1ª e 2ª aulas – Distribua cópias do quadro para os jovens. Pode ser mais proveitoso se eles fizerem a leitura divididos em grupos. Depois disso, baseado nos conhecimentos prévios da garotada, reveja os conceitos de freqüência, velocidade de propagação e composição das ondas eletromagnéticas (campos elétricos e magnéticos que oscilam em planos ortogonais). Providencie previamente cópias de um diagrama do espectro eletromagnético e entregue aos grupos. Volte, então, ao quadro do texto e chame a atenção para a classificação da radiação a que estamos sujeitos no cotidiano. Peça que os alunos marquem no diagrama a posição dos diversos tipos de onda assinalados no quadro e aguarde os comentários. É muito provável que os jovens se espantem porque nenhum dos valores bate. Quem está errado, VEJA ou o diagrama?

Nenhum. A diferença se deve ao fato de que as ondas referidas no quadro são outras. Elas resultam da movimentação de cargas elétricas (corrente elétrica) nos circuitos dos aparelhos. Assim, uma lâmpada elétrica acesa emite radiação luminosa e térmica de alta freqüência, mas, simultaneamente, o circuito ao qual está ligada gera campos elétricos e magnéticos oscilantes. A freqüência dessas oscilações, na maioria das cidades brasileiras, é de 60 hertz, ou seja, a mesma da rede de distribuição. É interessante exemplificar a produção desses campos ao mostrar como funcionam um eletroímã ou os motores e geradores elétricos. Como exercício, sugira que as equipes calculem o comprimento de onda em cada caso.

Discuta em seguida os possíveis danos à saúde e as recomendações e iniciativas de alguns países europeus a fim de evitar riscos, mesmo que nada tenha sido comprovado. Ressalte que há diversos usos de campos magnéticos variáveis, tanto na medicina diagnóstica quanto na terapêutica. Encomende aos grupos uma pesquisa sobre esses aparelhos, se possível com a indicação das freqüências utilizadas. Se for o caso, reserve a aula seguinte para a discussão e avaliação do trabalho.

Aula criada pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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