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Edição 1955, 10 de maio de 2006

Ciências Humanas e suas Tecnologias - História e Política

O gás é boliviano. As instalações, não

Debata a expropriação das refinarias
de gás natural da Petrobras na Bolívia


"Os Líderes e o Liderado", págs. 88 a 96 de VEJA
"Ingenuidade e Ideologia", págs. 98 a 100 de VEJA
"Do Fracasso à Humilhação", pág. 142 de VEJA

Quatro aulas de 50 minutos


Crise Brasil-Bolívia e relações mercantis internacionais


Analisar a posição brasileira diante da expropriação das instalações da Petrobras na Bolívia

A ocupação e a expropriação das refinarias da Petrobras pelo governo boliviano é anunciada e criticada por VEJA. A questão envolve diversas áreas, desde relações diplomáticas até direito do comércio internacional, e afeta setores estratégicos da economia brasileira. O tema pode originar bons debates e permitir que a turma examine a distribuição de forças políticas que hoje se desenvolvem na América Latina.

Atividades

1Ù e 2Ù aulas — A Organize a garotada em grupos e oriente a leitura das duas reportagens, esclarecendo eventuais dúvidas conceituais.
Em seguida, peça que todos comentem o assunto. Que tipo de reação o tema provoca? O governo boliviano tem o direito de expropriar as instalações brasileiras? Que resposta o Brasil deveria dar? Declarar guerra ao país vizinho? Provocar retaliações comerciais? Apelar às cortes de direito internacional?

Após um rápido debate em torno dessas idéias, passe à leitura do ensaio de Roberto Pompeu de Toledo, que responde a boa parte delas.

É interessante apresentar à classe o conteúdo da Resolução 1803 da Assembléia Geral da ONU de 1962, destacando o item que aborda os casos de nacionalização e expropriação. Clique aqui para acessar a íntegra do documento. Com base nele, é válido caracterizar como hostil o gesto de Evo Morales?

Ressalte que em negociações comerciais – internas ou externas – não cabem atitudes altruístas. Cada participante tem objetivos claros: um quer comprar e o outro precisa vender, e ambos procuram o melhor para si. É uma lei imutável de mercado, e valeu até nos regimes comunistas, como salienta a revista. No caso atual, uma das pretensas justificativas para a ocupação foi a de que a estatal brasileira tem dívidas com o governo boliviano decorrentes do contrato take or pay, em que o comprador se obriga a pagar um mínimo de consumo, mesmo que não chegue a utilizá-lo. A Petrobras argumenta que durante um bom tempo não havia demanda no Brasil pelo volume de gás estabelecido no contrato, nem a Bolívia tinha capacidade de fornecê-lo.

3Ù aula — VEJA menciona a pobreza da Bolívia, o que pode conduzir pesquisas sobre a história política daquela nação. Os resultados devem incluir a dependência em relação aos portos marítimos dos países vizinhos, as perdas territoriais (o Atacama para o Chile, o Acre para o Brasil e o Chaco para o Paraguai) e a importância econômica da coca, cujo cultivo foi erradicado em 1997. Mostre que, nos últimos nove anos, cresceu ainda mais a dependência boliviana em relação ao gás.

4Ù aula — AA leitura de VEJA permite estender o tema para a situação energética do Brasil diante da nova crise. O episódio é uma clara demonstração de que a auto-suficiência no setor deve se converter numa meta. De quanto tempo necessitamos para alcançá-la? Qual é a reserva de gás natural do país? Encomende estudos a respeito. A atividade pode ser explorada em conjunto com o professor de Química. Há boas indicações sobre o assunto no site do portal Ambiente Brasil.

 

Roteiro sugerido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA

 
 
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