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Edição 2007, 9 de maio de 2007

Interdisciplinar - Biologia e Filosofia

Seleção natural, uma teoria e várias implicações

Discuta com os estudantes o desenvolvimento das idéias evolucionistas


A Revolução sem Fim de Darwin

Três aulas de 50 minutos


Teorias evolutivas


Debater as evidências que fortalecem a teoria da seleção natural

A exposição comemorativa dos 200 anos de nascimento de Charles Darwin, instalada inicialmente no Museu Americano de História Natural de Nova York, chega ao Brasil. VEJA mostra o quão decisiva foi a contribuição do naturalista inglês para o conhecimento sobre a vida no planeta. Mais que a simples discussão em torno das teorias evolutivas e o confronto com as idéias criacionistas, o tema remete ao exame do método científico e enseja um grande trabalho sobre as observações do cientista em sua expedição a bordo do Beagle.

Atividades

1ª aula - Faça um levantamento prévio das idéias que os alunos têm a respeito de Charles Darwin. Converse sobre as evidências homológicas (semelhança entre estruturas de diferentes organismos, como os braços humanos e as nadadeiras das baleias) e analógicas (semelhança morfológica de estruturas que têm a mesma função, como as asas de insetos e de aves). Verifique se todos têm clara a noção da seleção natural e as diferenças entre a doutrina fixista, segundo a qual todas as espécies foram criadas como se apresentam hoje, e a teoria evolucionista, que se baseia em mudanças biológicas ocorridas ao longo do tempo.

Reveja por que a teoria evolutiva do francês Jean-Baptiste Lamarck deixou de ser aceita - não há comprovação da lei do uso e desuso, e as características adquiridas pelos seres vivos não são hereditárias. Pergunte, então, se a seleção natural é um processo biológico pelo qual sobrevivem os melhores indivíduos. Explique que esse é o ponto crucial que tanto desagrada aos adeptos do criacionismo. Na seleção natural não há melhores nem piores. Há os mais ou menos adaptados a determinadas condições de vida. Concluída essa introdução, leia a reportagem com os alunos. Discuta o quadro "Darwin no Mundo Moderno" e mostre que por trás de tudo está o processo de seleção natural.

2ª aula - Apresente o quadro "A Aventura do Beagle" e analise os momentos da viagem de Darwin. Mesmo que não consiga programar uma visita à exposição do Masp, proponha uma atividade que reproduz a excursão do cientista. Isso pode ter início com a ampliação gráfica do roteiro exibido na reportagem, de modo que esse conteúdo seja disposto num grande painel. Divida a classe em grupos para a execução dessa tarefa. Chame a atenção para as importantes conclusões do naturalista inglês a respeito da geologia dos Andes e da formação de recifes, o que dá uma idéia de seu poder de observação e da amplitude de sua curiosidade. Com base no modelo do quadro, oriente a turma a pesquisar dados do diário de Darwin para incluir como legenda em cada um dos locais que ele visitou. Uma boa fonte de consulta pode é o livro Aventuras e Descobertas de Darwin a Bordo do Beagle, de Richard Keynes (Ed. Saraiva, tel [11] 3613-3263).

3ª aula - Retome o texto de VEJA e examine a diferença entre lei e teoria. Observe como a moçada classifica o criacionismo e o design inteligente. Informe que nenhum dos dois configura uma teoria, uma vez que não se apóiam em fatos comprováveis. As teorias se baseiam hipóteses e devem possuir a qualidade da falseabilidade ou refutabilidade, inerente ao método científico. O objetivo da ciência é criar modelos que expliquem a realidade.

Analise como as idéias criacionistas ainda são disseminadas nas escolas de vários países. O texto do site ComCiência pode servir de apoio para a argumentção. Para muitos, a questão é vista como uma disputa pelo controle da política educacional.

É oportuno avaliar também os princípios da síntese evolutiva moderna - conhecida como neodarwinismo -, que combina a teoria de evolução das espécies e a genética.

Roteiro sugerido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA


 
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