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Edição
2017, 8 de agosto de 2007
Ciências
Humanas e suas Tecnologias - Geografia e Economia
O
Brasil que não anda
Avalie os gargalos da infra-estrutura do país e os
caminhos para a retomada do crescimento econômico

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Energia
e transporte no Brasil


Analisar
e os problemas da infra-estrutura do país
e discutir as saídas de curto prazo |
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No
exame de competitividade, o Brasil tem tudo para ser reprovado.
Esse é o resultado desolador apontado por VEJA ao questionar
a infra-estrutura de setores fundamentais para o bom andamento
do país. Nosso sistema de transportes é ineficiente
e a produção energética está no
limite de sua capacidade. Há saídas para reverter
esse quadro? Os estudantes vão perceber que nem tudo
está perdido, mas os problemas que entravam o crescimento
da nação clamam por soluções urgentes.
O assunto é complexo, pois cada objetivo que se pretenda
estabelecer envolve diversas etapas - planejamento, levantamento
de custos, alocação de recursos, adaptação
a leis e regulamentações, abertura de licitações,
execução e controle dos projetos etc. Mas a
importância do tema é indiscutível. Convoque
a garotada para discuti-lo.
Atividades
1ª
e 2ª aulas - Reserve o tempo que achar necessário
para que todos leiam a reportagem e discutam detalhadamente
as informações contidas nos quadros. Depois,
verifique se a garotada sabe o que é o PAC. Adiante
que se trata de um conjunto de medidas destinadas a acelerar
o crescimento do país. Elas prevêem um investimento
total de 503 bilhões de reais até 2010, a maior
parte em infra-estrutura. Isso representa cerca de 125 bilhões
de reais por ano, ou 5,8% do PIB (estimado em 2,147 trilhões
de reais em 2005, segundo dados do IBGE). Assinale, em seguida,
os problemas de produtividade nos vários setores e
indique a relação desse conceito com o de eficiência.
Destaque o papel dos transportes e da produção
energética para o enriquecimento da nação
e, então, divida a turma em grupos, atribuindo a cada
um o exame mais aprofundado dos nós da economia nacional
(aviação, ferrovias, rodovias, portos e energia)
e o que pode ser feito já, conforme apresentado na
reportagem.
A equipe encarregada de discutir o transporte aéreo
deve fazer um levantamento dos principais aeroportos do Brasil,
as condições que oferecem e as rotas existentes
de cobertura nacional. O quadro "A
Geografia do Atraso" deixa perceber o surgimento
e desaparecimento de empresas aéreas entre 1997 a 2006.
A que se atribuem tais oscilações econômicas
no setor? Chame a atenção para o crescimento
da frota e o de passageiros no mesmo período. Esse
último se deve, em parte, ao menor custo relativo das
passagens. Mas o que significa um aumento de 180% no número
de assentos ocupados diante dos meros 19% de ampliação
da frota? A moçada pode fazer as contas e observar
que, em 1997, cada aeronave transportou cerca de 36 000 pessoas.
Esse número mais que dobrou em 2006. Isso explica até
certo ponto os problemas de overbook, mas também sinaliza
maior freqüência de vôos de cada avião,
maior desgaste dos equipamentos e intensificação
do tráfego nos aeroportos.
O histórico da rede ferroviária no Brasil apresentado
na reportagem deixa claro que o trem é a melhor solução
para o transporte de cargas. É muito mais barato do
que levar mercadoria em caminhão. Aborde as políticas
destinadas a fazer o setor evoluir e os entraves para o crescimento:
esbarramos em problemas de bitolas estreitas e abandono da
malha ferroviária. Recomende que o grupo pesquise a
densidade dessa malha nos vários estados brasileiros
(extensão das linhas dividida pela área considerada).
Onde ela é maior? Por quê? Quais regiões
devem ser priorizadas?
Também a densidade das rodovias nos diversos estados
pode ser objeto de estudo do time incumbido do transporte
rodoviário. Ao mesmo tempo, os alunos terão
oportunidade de verificar na internet as condições
das estradas. Discuta os dados do quadro "Uma
Guerra do Iraque por Ano", que quantificam
o custo da ineficiência nesse setor e como isso atinge
nosso bolso. É preciso ter em conta que, ao drama da
pavimentação deteriorada, acrescenta-se o do
roubo de carga.
Recomende ao grupo encarregado de avaliar do transporte aquático
um exame das causas da ineficiência nessa área.
O cenário descrito por VEJA não deixa dúvida
de que, além das condições desfavoráveis
dos portos (pouco calado, falta de equipamentos etc.), questões
políticas e sindicais agravam a situação.
Os jovens devem indicar os portos estratégicos para
o comércio exterior, que precisam de atenção
urgente.
Nosso consumo em quilowatt-hora é menor do que o de
muitos países, mas, ainda assim, a oferta de energia
pode ser insuficiente até 2010. Oriente a última
equipe a pesquisar nossas fontes energéticas e a participação
de cada uma no total produzido no país.
3ª
e 4ª aulas - Analise os resultados apresentados
pelos grupos. Distribua cópias das metas propostas
pelo PAC sobre infra-estrutura e peça que os estudantes
as compare com as saídas apontadas na reportagem. Boa
parte das sugestões de VEJA está nas esferas
política e administrativa - dependem, sobretudo, de
mudanças na legislação e da abertura
de licitações, e não de investimento
direto. São medidas previstas pelo governo federal?
Lembre que outro desafio é fazer com que o crescimento
ocorra de forma sustentada. Precisamos ser mais produtivos,
mas isso também significa aumentar o consumo e provocar
impactos na natureza. Até que ponto os caminhos oferecidos
podem prejudicar o ambiente?
PARA
SABER MAIS
Internet
site
www.geocities.com/pavimentacao2005/SituacaoAtual.pdf
contém dados e gráficos sobre rodovias no Brasil
site
www1.dnit.gov.br/index.asp,
do Departamento Nacional de Infra-estrutura, oferece informações
governamentais sobre diversas modalidades de transporte
site
www.planejamento.gov.com
traz notícias oficiais sobre questões ligadas
ao PAC

Roteiro proposto pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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