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Edição
1942, 8 de fevereiro de
2006
Arte
O
pop star de Viena
Assim
como uma pessoa que atrapalha um concerto de música
clássica com uma tosse chata e constante, o crítico
inglês Norman Lebrecht ofuscou um pouco as comemorações
dos 250 anos de nascimento do compositor austríaco
Wolfgang Amadeus Mozart. De acordo com a reportagem O
Lado B do Gênio (pág. 106 de
VEJA), Lebrecht surgiu, tal qual a fantasmagórica
estátua de pedra da ópera Don Giovanni, para
retirar o compositor de Salzburgo do pedestal no qual está
entronizado na cultura ocidental e dizer, em alto e bom tom:
a maioria das músicas de Mozart é trivial, daquelas
que a gente escuta no elevador ou no consultório de
dentista. Explore o texto em classe e desafie os estudantes
a refletir sobre a crítica do polemista inglês.
Até que ponto ela se sustenta? Ou se trata de mero
oportunismo? Incremente o debate com a audição
de alguns trechos das obras de Mozart, indicadas no quadro
Do Frugal ao Genial, e avalie com os alunos se
há mesmo um lado B no conjunto. Se houver
tempo, promova também a exibição do filme
Amadeus, de Milos Forman. A película mostra, de forma
divertida, como o maestro italiano Antonio Salieri declarou
odiar a genialidade do autor de As Bodas de Fígaro.

Roteiro
sugerido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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