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Edição 1942, 8 de fevereiro de 2006

Geografia

Previsões furadas

Profetas às vezes erram feio. Pelé, por exemplo, previu a vitória da Colômbia na Copa do Mundo de 1994, conquistada pelo Brasil. O demógrafo Paul Ehrlich, entrevistado nas Páginas Amarelas, é um caso semelhante: tornou-se famoso por suas projeções catastróficas – e furadas – sobre as conseqüências da explosão demográfica. Será que a bola de cristal do cientista ainda reflete um quadro exageradamente pessimista? Discuta a questão com seus alunos, com base no texto de VEJA.

Peça que a turma anote as principais idéias do entrevistado. Ele prevê que a população mundial alcançará 8,5 bilhões de pessoas no final do século XXI. Lembre que, em 1999, a Terra passou a ter 6 bilhões de habitantes. A redução no crescimento demográfico antevista por Ehrlich tende a se confirmar? Para responder à questão, oriente a consulta a dados demográficos dos países mais populosos.

Ehrlich também declara “ter calafrios” com o nível de consumo dos Estados Unidos, que ameaça os recursos naturais em escala global e adverte que, se os chineses e os indianos atingirem o mesmo padrão de vida dos americanos, as conseqüências serão devastadoras. Que previsões ele faz sobre a evolução demográfica e socioeconômica desses países? Que políticas sugere para enfrentar o problema? Mostre que ele é mais severo em relação ao quadro indiano e chinês. É justo e factível restringir o consumo das nações mais pobres enquanto as mais ricas prosseguem em sua escalada de desperdício?


Roteiro sugerido pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA

 
 
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