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Edição
1972, 6 de setembro de 2006
Linguagens e Códigos
e suas Tecnologias - Arte
Som
na caixa!
Converse
com a classe a respeito das melodias que podem acompanhar
as atividades humanas

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Ambientes
musicais


Discutir
as interferências positivas e negativas
da música nas diversas atividades humanas |
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Ela
serve de inspiração, mostra-se uma auxiliar
valiosa nas tarefas rotineiras e agora – conta a reportagem
“Harpa ao Cair do Bisturi” – está
presente também nos centros cirúrgicos e de
recuperação de doentes. Trata-se da música.
Mas será que todas as melodias trazem esses benefícios?
Boa parte da garotada adquiriu o hábito de estudar
com o rádio ou o MP3 ligado. Até que ponto isso
é recomendável? A proposta aqui não é
estabelecer regras nem julgar essa prática. O objetivo
é avaliar com os estudantes os efeitos da música
durante as atividades.
| Jardim |
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| Lan
house: concorrente de CDs, DVDs, sorvetes e lanches
na disputa pelo dinheiro dos adolescentes |
Atividades
1ª
aula - Após a leitura de VEJA, fale com os alunos
sobre os sons do ambiente em que estudam, trabalham, jogam,
conversam na internet etc. Quantos têm hábitos
de estudo semelhantes aos dos médicos entrevistados
na reportagem? Que tipo de música preferem? Ouvem o
mesmo gênero enquanto executam quaisquer tarefas ou
acham que alguns são mais indicados que outros conforme
a situação? A turma aponta diferenças
quando o fundo musical acompanha a leitura de um texto e a
resolução de um problema matemático,
por exemplo? Até que ponto os sons harmônicos
externos podem reforçar a concentração
ou desviá-la? Conte que muitos consideram incompatíveis
o aprendizado de conteúdos de certas disciplinas e
a audição simultânea de canções.
O fundo melódico, argumentam, apenas tornaria o estudo
mais agradável. Discuta esse ponto de vista. O estudo
deve ser aprazível por si só ou, em determinados
casos, a criação de condições
sonoras ambientais deve ser estimulada?
Sugira um teste para a classe, organizada em dois grupos.
Entregue a ambos um texto curto que exija concentração
para ser lido rapidamente, acompanhado de músicas diferentes
– uma peça de Erik Satie e um rap dos Racionais,
por exemplo. Observe os resultados no tocante à compreensão
da leitura.
2ª
aula – Examine a função da música
nas diversas atividades humanas. Ritmos diferentes evocam
sensações distintas. Se não for possível
comprovar isso por meio da reprodução sonora
em classe, cite exemplos como os hinos, as marchas militares,
as lamúrias melodiosas dos escravos e as cantigas de
ninar. Essa evocação pode ser um gancho para
uma atividade relacionada às trilhas musicais, hoje
um complemento comum de um sem-número de mensagens
eletrônicas espalhadas pela internet. Para realizá-la,
providencie a exibição sem áudio de trechos
de alguns filmes em DVD, de preferência desconhecidos
da garotada. Desafie-a a sugerir gêneros musicais compatíveis
com as ações desenroladas em cena.
Os médicos citados por VEJA têm em comum a preferência
por concertos e sinfonias, que funcionam para eles como um
estímulo agradável. Destaque a interferência
produzida pelas canções em instalações
hospitalares. É provável que os cirurgiões
descartem as músicas cantadas para evitar a interferência
da voz do intérprete. A opção, aqui,
equipara-se à música ambiente, característica
de elevadores e restaurantes. O termo, cunhado na década
de 1970, designa um gênero criado no século XIX
pelo compositor francês Erik Satie com a intenção
de harmonizar com os ruídos naturais de lugares fechados
e preencher o silêncio constrangedor que entremeia as
conversas.
Por fim, promova a leitura de “Trilha Sonora para Tiranias”
(pág. 132 de VEJA) e examine a exploração
político-ideológica da música.

Debate criado pela equipe de VEJA NA SALA DE AULA
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